Livros que todo empreendedor deveria ler

O conhecimento é o segredo para o sucesso de muitos negócios. Por isso, separamos para você, que é empreendedor ou deseja empreender, algumas dicas de títulos que auxiliarão na prosperidade e no crescimento de sua startup.

1. Rápido e devagarDaniel KahnemanO vencedor do Nobel de Economia, Daniel Kahneman, mostra em Rápido e devagar, as formas que controlam mente, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em decisões pessoais e profissionais.

2. O lado difícil das situações difíceisBen Horowitz
Em O lado difícil das situações difíceis, Ben Horowitz, um dos empreendedores mais respeitados e experientes do Vale do Silício, conta a história de como ele mesmo fundou, dirigiu, vendeu, comprou, geriu e investiu em empresas de tecnologia, oferecendo conselhos essenciais e normas de sabedoria prática para ajudar os empreendedores a resolver os problemas mais difíceis, aqueles de que as faculdades de administração não tratam.

3. De Zero a UmPeter Thiel
Em De zero a um, o paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador. Toda inovação vai de 0 a 1. O autor revela como construir empresas que criem coisas novas e apresenta uma visão otimista do futuro do progresso e uma maneira original de pensar sobre inovação: ensina você a fazer perguntas que o levem a encontrar valor em lugares inesperados.

4. O Dilema da InovaçãoClayton M. Christensen
Para Christensen, professor catedrático de administração de empresas, o dilema do inovador é saber que fazer as coisas certas pode levar ao fracasso. Às vezes é errado ouvir os clientes, investir em oportunidades de maior retorno e fazer todas as coisas que trouxeram sucesso a uma empresa estabelecida. Escrito com clareza, amplamente documentado, provocativo e desafiador, este livro é indispensável para qualquer um na área de negócios.

5. Livros sugeridos pela comunidade Centelha

Por meio de uma publicação sobre dia do livro (23/04) recebemos no instagram do Programa Centelha diversas sugestões de outros livros que empreendedores não poderiam deixar de ler. São eles:

O poder do hábito, de Charles Duhigg;
Princípios, de Ray Dalio;
O princípio 80/20, de Richard Koch;
Lean Startup, de Eric Ries;
Este livro não vai te deixar rico, por Startup da Real;
Blitzscaling, do Reid Hoffman;
Empresas feitas para vencer, do Jim Collins;
O Fuzzy e o Techie, do Scott Hartley;
Empreendedorismo Subversivo, de Facundo Guerra;
Smart Money, do João Kepler;
As Leis da Autoresponsabilidade, de Paulo Vieira;
O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado, de Mariana Mazzucato;
Você, eu e os robôs, da Martha Gabriel;
A Economia da Inovação Industrial, por Chris Freeman e Luc Soete;
Criatividade SA, do Ed Catmull.

Aproveite e utilize as dicas de leitura para se capacitar teoricamente e assim levar seu negócio para o sucesso.

 

Como captar recursos de subvenção econômica para o seu negócio

Se você está desenvolvendo um negócio inovador, já deve saber que toda inovação vem acompanhada de riscos e custos inerentes ao seu desenvolvimento. A subvenção econômica é um instrumento de política pública criado para que o governo possa incentivar o empreendedorismo inovador e, de alguma forma, compartilhar parte desses riscos assumidos pela iniciativa privada.

O principal benefício – que brilha aos olhos de qualquer empreendedor – é a possibilidade de acesso a recursos públicos não-reembolsáveis, ou seja, recursos financeiros que o empreendedor não precisa devolver (não é um financiamento), nem oferecer participação acionária em troca (como acontece no caso dos investimentos). Desta forma, os recursos são destinados integralmente para o desenvolvimento de um projeto na empresa.

Mas você deve estar se perguntando: por que o governo oferecia dinheiro de graça para minha empresa? É importante destacar que, ao incentivar a atividade inovadora, o governo busca retorno na forma de desenvolvimento econômico, criação de postos de trabalho, geração de impostos, sem falar nas soluções inovadoras para o mercado. Ou seja, todos saem ganhando.

Benefícios para as empresas

Para as empresas, além dos recursos financeiros não-reembolsáveis, muitos dos editais de subvenção vêm acompanhados de outros benefícios para o desenvolvimento do negócio, como capacitações, mentorias, bolsas aos empreendedores, networking, acesso a investidores e parceiros, dentro outros.

As regras de utilização dos recursos financeiros variam de acordo com cada edital. Geralmente, os recursos podem ser utilizados durante 12 meses para cobrir despesas de custeio (como insumos para o desenvolvimento de protótipos, serviços de terceiros, materiais de consumo, viagens) e despesas de capital (como máquinas e equipamentos), desde que todas sejam bem justificadas e tenham relação com o projeto em questão.

Em alguns casos, é solicitada uma contrapartida econômica ou financeira, geralmente simbólica, para avaliar o grau de mobilização e comprometimento da equipe com o projeto em questão.

Cabe destacar que, por ser um recurso público, a subvenção econômica possui algumas regras e o empreendedor deve ter um cuidado especial em sua utilização e realizar uma prestação de contas detalhada ao final do contrato. Por isso, é importante que o empreendedor leia atentamente ao edital e a todas as regras desde o início, para que possa desenvolver o projeto de forma tranquila, diminuindo o tempo gasto com burocracias.

Principais fontes de recursos de subvenção

No Brasil, as principais entidade promotoras de editais de recursos de subvenção são a Finep, CNPq, BNDES, Fundações de Amparo à Pesquisa de cada estado, entre outras.

Os editais de recursos de subvenção podem contemplar iniciativas de diferentes setores e portes, abrangendo programas que dão suporte a desde pessoas físicas com uma ideia inovadora até grandes empresas. No caso de alguns negócios com alto grau de risco e tempo de desenvolvimento, como hardwares ou soluções na área da saúde por exemplo, o recurso de subvenção pode ser fundamental para garantir seu sucesso e sobrevivência.

Como os editais ficam abertos por um curto período (em média 45 dias) separamos aqui algumas das principais oportunidades com inscrições abertas ou com edital previsto, para que você possa acompanhar.

Dicas para quem quer participar

Por fim, separamos algumas dicas para quem procura recursos de subvenção para o seu negócio:

  • Entenda o momento e a necessidade da sua empresa, para compreender se os recursos de subvenção são a fonte adequada de capital para sua empresa (existem outras alternativas que também pode ser benéficas, como investidor-anjo, aceleradora, fundos de investimento, financiamentos, dependendo do estágio em que seu negócio se encontra);
  • Leia atentamente ao edital: nele você encontra todas as regras do jogo;
  • Faça a inscrição do seu projeto atentamente: revise, peça para alguém ler e realize melhorias;
  • Cuide para não virar uma “empresa de edital”: subvenção é importante, mas receita de vendas também!
  • E fique atendo aos editais: no Instagram do Programa Centelha vamos compartilhar periodicamente algumas oportunidades para você não ficar de fora.

A Indústria 4.0 em tempos de Pandemia

Nas últimas semanas, você deve ter ouvido falar de fábricas espalhadas ao redor do mundo que de repente começaram a produzir álcool gel, máscaras, válvulas, componentes e sistemas para respiradores ou outros equipamentos para ajudar no combate ao novo Coronavírus. Ferrari, Tesla, Ford, Mercedes, Embraer, Foxconn, WEG são algumas delas. Já estão produzindo e até entregando produtos, em tempos recordes.

Mas como isso é possível? Afinal, estamos falando de fábricas de veículos, aviões, celulares, motores…

Para ajudar a entender, vamos falar um pouco sobre o termo Indústria 4.0 e sua relevância não somente para o momento atual, mas para a sobrevivência da indústria em geral.  Por mais que existam diversas tecnologias associadas ao conceito 4.0 (digitalização, big data, robôs autônomos, internet das coisas, manufatura aditiva, etc.), estas só existem e foram criadas porque nós, como consumidores, passamos a demandar cada vez mais por produtos novos, em tempos cada vez menores. E não somente isso, fazemos questão de que o produto que compramos tenha a nossa cara, seja feito especialmente para o nosso desejo, ou seja, customizado. Mas como uma fábrica consegue isso? Entregar um carro ou uma camiseta, ou outro produto qualquer, fabricado “sob medida”, e produzir isso em grandes quantidades (na linguagem técnica, praticar a customização em massa), a preços que estamos dispostos a pagar?

A resposta se dá pelo uso da tecnologia, ou melhor, de diferentes tecnologias que, quando inseridas no ambiente de negócio e no chão de fábrica, permitem às empresas adaptar seus produtos e processos de maneira mais ágil. Desde o uso de big data para monitoramento de padrões de consumo, passando por tecnologias de modularização de produtos e inteligência de mercado, digital twin, robôs e sistemas inteligentes no chão de fábrica, até sistemas de acompanhamento em tempo real da cadeia logística e de distribuição.

Hoje, todas as empresas acima citadas já possuem tecnologias 4.0 em seu negócio. Todas customizam seus produtos de acordo com a vontade de cada cliente. O fazem não porque são grandes empresas ou multinacionais, mas sim por uma questão de sobrevivência, orientada por nós, pelo mercado.

Somos movidos pela tecnologia, que acelera demais nossas vidas e muda constantemente nossas vontades. Com isso, criamos a necessidade cada vez maior de novos produtos, que demandam novos processos dentro das fábricas que, a partir destas tecnologias, são desenvolvidos pela indústria para atender este mercado em constante evolução.

Assim, fábricas de multinacionais, em momentos como o que estamos vivendo, conseguem rapidamente adequar seus ambientes fabris e desenvolver novos produtos e processos, e com isso contribuir para uma sociedade melhor.

 

Thiago Mantovani

Gerente do Centro de Referência em Sistemas Produtivos Cooperativos da Fundação CERTI

Quer saber mais sobre Indústria 4.0? Separamos alguns materiais com mais informações:

10 dicas de como enfrentar o momento atual de isolamento e quarentena

O psicólogo Ug Cobra, da aceleradora Darwin Startups, preparou um post especial para a comunidade do Centelha, com dicas que visam trazer insights para que cada pessoa possa criar seu caminho para lidar com os desafios da Pandemia.

Para os seres humanos das startups

1) Entenda o momento atual do mundo, sem se deixar levar por opiniões e fantasias pessoais. Muitas pessoas em função da angústia e do  medo estão negando a gravidade da situação. Isto não contribui para a manutenção da saúde mental. É necessário que possamos agir no mundo a partir de uma realidade e não de fantasias e negações. Firme um compromisso com a realidade dos fatos, amparados em informações respaldadas e tome suas decisões a partir disso.

2) Não se preocupe tanto com todos os imperativos de produtividade que são bombardeados na tela do seu celular e computador. Este é um momento difícil para todos e não pense que você é o único que se sente afetado. Muitos estão lutando para serem o melhor que podem no isolamento. Você está em casa, tendo de lidar com a realidade do trabalho e as indeterminações da vida lá fora, é complicado de fato. Aliviar a carga da culpa e do imperativo da produtividade é essencial para que você tenha um pouca mais de leveza. Uma vez mais leve e não submetido a esses imperativos, talvez você seja produtivo, mas de uma forma saudável.

3) Comunique-se com outros, fale e escute, dividindo suas angústias e boas notícias. Faça calls em grupo com amigos e familiares. Converse e abra seu coração sobre como você se sente. Mas faça isso com aqueles que você confia e sente que pode se abrir. Se alguma troca levar a brigas e desentendimentos, recomendo que você se afaste dela. Os tempos já são difíceis o suficiente para que as conversas não sejam.

4) Faça atividades prazerosas no tempo livre da quarentena. Isto é, as genuinamente prazerosas e não aquelas que você faz pela obrigação de ter prazer. Dedique-se aos seus prazeres simples, como assistir filmes de terror ou ação, tocar guitarra, jogar jogos online, meditar, yoga na sala, brincar com o cachorro, videos de besteira ou sérios no Youtube, etc. obs: Alguns prazeres são difíceis de pegar no começo, mas depois que insistimos e dominamos um pouco, teremos um grande prazer, exemplo: violão, dança ou um jogo mais complexo.

5) Entenda que decididamente este não é o momento da sua vida em que você deve encontrar a iluminação, mas sim, atravessar o momento. Este é um evento global duro e traumático. Precisamos atravessá-lo e cuidar das feridas depois. Previna-se para não pegar a doença e tenha calma na travessia.

6) Estabeleça uma rotina na sua jornada de home-office, pois as bordas do tempo definem limites saudáveis de ação. Isto é, saiba o momento de parar. Você está sozinho na sua mesa e não existem por enquanto, colegas que te convidem para o cafézinho ou te lembrem que é momento de ir para casa. Então você vai ficando no computador até tarde, caso seus filhos, esposa, marido não o interrompam. Não existe produtividade que se estende por horas a fio.  A produtividade se caracteriza por momentos onde você consegue se concentrar e executar uma tarefa por um período de tempo. Tempo demais não garante qualidade. Defina as bordas do tempo, onde começa e termina uma atividade profissional e pessoal.

7) Se puder, consulte uma/um profissional da Psicologia que atenda virtualmente e fale das suas angústias para esse momento. Ajuda profissional é fundamental e neste momento do mundo, a Psicologia está sendo fundamental para todas as pessoas.

8) Entenda que você deverá criar a sua resposta singular para lidar com os seus sentimentos diante da Pandemia. Por mais que muitos ofereçam dicas, remédios e metodologias, é você que montará o melhor programa/rotina para enfrentamento de um cotidiano de incertezas que a Pandemia nos traz. A resposta para lidar com suas angústias está em você, mas se comunicar com outros é possibilitar que você possa falar algo para se escutar também. Escute-se e desenhe suas formas de cuidado pessoal.

9) Faça parte de uma rede de apoio. Além da família e amigos, podemos encontrar na internet, em nossa cidade e em nosso ecossistema de inovação local, grupos organizados dedicados a oferecer apoio mútuo para todos aqueles que vivem os desafios profissionais dentro da Pandemia.

10) Exercite seu corpo. A atividade física pode se enquadrar como uma atividade prazerosa para alguns, mas para outros é uma obrigação chata. Entenda que você precisa movimentar seu corpo para liberar substâncias que te deem um pouco de alegria. Se não quiser fazer flexões e polichinelos, ao menos desça e suba alguns andares do seu prédio, pule corda ou ande em círculos no quintal por uns bons minutos.

Para startups, dicas complementares


1) Seja transparente com sua equipe. O momento não é fácil e decisões difíceis poderão ser tomadas. Colocar isto com cuidado e clareza para sua equipe é importante, pois permite que eles possam trabalhar com a realidade e não com as fantasias de medo e desconfiança.

2) Faça calls com o seu time no início e fim da semana. No início da semana para definições de rumos e atividades. No final para fazer um happy hour virtual e unir um pouco mais o time.

3) Utilize escritórios virtuais para poder contar com a presença do outro. Existem ferramentas como a ‘Matrix’ que é um ambiente virtual que emula o ambiente de uma empresa, no qual você pode contar com a companhia de seus colegas na execução dos seus trabalhos. Muitas vezes, ter um colega presente numa call, mas cada um fazendo suas atividades, já faz um bem danado para a mente.

O que a Floresta Amazônica e o Vale do Silício têm em comum?

Escrito por Victor Augusto Moreira
Pesquisador do Centro de Economia Verde da Fundação Certi 

Essa pergunta pode parecer um pouco estranha, mas estes ambientes têm mais em comum do que você imagina! A Amazônia é o maior ecossistema de floresta tropical contínuo do mundo, um gigante que existe a milhões de anos. O aprendizado ao estudar a resiliência e a capacidade adaptativa da Amazônia e espelhar seus princípios de funcionamento em ambientes criativos de inovação traz lições poderosas que permitem fortalecer as relações dentro de novos ecossistemas de negócios que estão surgindo ao redor do mundo.

Mas afinal, o que define um ecossistema?

Na biologia, um ecossistema é conceituado por “um sistema dinâmico formado por componentes bióticos (animais, plantas, fungos) e componentes abióticos (solo, ar, água e minerais) que interagem entre si realizando trocas de energia e de materiais”.

A terminologia “ecossistema” foi emprestada para a abordagem de ambientes dinâmicos de negócios, assim como o Ecossistema de Venture Capital do Vale do Silício ou para o Ecossistema de Inovação de Florianópolis. Desta forma, esta inspiração no conceito da biologia vem para ajudar a compreender e fortalecer a dinâmica e fluxo dos negócios nestes ambientes criativos, de modo a contribuir na resiliência destes ambientes inovadores.

O investidor Victor Hwang¹, entusiasta do modelo do Vale do Silício, se inspira na estrutura dos ecossistemas de Florestas Tropicais e descreve algumas características que o Vale do Silício compartilha com estes ecossistemas naturais, tornando-o mais forte e robusto, e que podem inspirar a construção de novos ecossistemas de negócios e inovação pelo mundo.

A principal provocação trazida por Hwang é a comparação entre dois ambientes bem distintos: uma Floresta Tropical (como a Amazônia) e uma Monocultura (como uma plantação de milho).

Enquanto na monocultura se tem o foco de controle, usando a precisão e acurácia para ganhar produtividade no crescimento de apenas uma espécie (o milho), a floresta tropical é aberta ao novo, diversa, criando um ambiente para o surgimento de mudanças dentro daquele ambiente.

No plantio de milho, toda a planta que brotar (e não for milho) é removida do ambiente para propiciar o crescimento somente da espécie alvo. Já na floresta tropical se abre espaço para a oportunidade de brotarem novas espécies, onde a diversidade de organismos e suas relações no ambiente (e com o ambiente) ampliam de modo que este ecossistema possa se autorregular, tornando-o mais resiliente ao longo do tempo. Nesta analogia, a Floresta Tropical está aberta a possibilidade de surgirem novas espécies no ambiente (que seriam as “ervas daninhas” dentro de um plantio de milho), tornando-o mais dinâmico e diverso, aberto a novas ideias, novas oportunidades, novos negócios.

No Brasil, estes ambientes de inovação apresentam grande importância na alavancagem, fortalecimento e sobrevivência de novas startups (as novas espécies) para conquistarem o mercado. Embora no Brasil os ecossistemas de inovação estejam um pouco pulverizados (com maior concentração deles no sul e sudeste) e com alguns desafios de integração, estão ganhando destaque no cenário de atração de investimentos e no potencial de geração de tecnologias de ponta no cenário mundial.

A cidade de Florianópolis (SC), por exemplo, comporta um dos ecossistemas de negócios mais importantes do país no que se refere ao desenvolvimento de tecnologia de ponta (É! Floripa não tem só praia!). Uma das peças chave deste ecossistema são as estratégias de fortalecimento e impulsionamento de startups através de iniciativas inovadoras, que envolvem programas de pré-incubação, incubação e aceleração, e ambientes de inovação como centros de inovação, parques tecnológicos, incubadoras e espaços de coworking, tornando Florianópolis a 2ª cidade brasileira com maior densidade de Startups do Brasil².

Em um ambiente de inovação cultive as ervas daninhas!

O papel de impulsionar novos empreendimentos é essencial para fortalecer um ecossistema de inovação, pois esta é a etapa inicial que dá oportunidade a novas ideias que podem desencadear a inovação disruptiva e exponencial. Essa história remete a criação de algumas empresas, como Google e Facebook (no Vale do Silício), e a Resultados Digitais e a Neoway (no ecossistema de inovação de Florianópolis), as “ervas daninhas” cultivadas dentro de ecossistemas de inovação, que mudaram a lógica de fazer negócios e crescem exponencialmente a cada ano.

É fato que nem toda erva daninha se tornará uma estrondosa frutífera neste ecossistema, mas se não houver abertura para a oportunidade do novo, dificilmente o ambiente se tornará resiliente para alcançar bons longos anos de sobrevivência.

Dê espaço para testar o novo, assim como no Vale do Silício, em Florianópolis ou na Amazônia!

¹The Rainforest: The Secret to Building the Next Silicon Valley. Victor W. Hwang e Greg Horowitt. 2016.

² Fonte: Estadão, 2017. <https://link.estadao.com.br/blogs/felipe-matos/qual-a-regiao-campea-em-densidade-de-startups-no-brasil-voce-vai-se-surpreender/>

5 destinos para empreendedores

O clima de férias está no ar! Planeje suas férias de acordo com suas necessidades: precisa de novas conexões? Ou talvez um grande evento para apresentar o seu projeto? Pensando nisso, o Programa Centelha separou 5 destinos para você que quer juntar a beleza de conhecer novos lugares com a oportunidade de fazer networking e, quem sabe, até conseguir um novo investidor.

  • Vale do Silício, Estados Unidos

Vale do Silício é o apelido dado a região da baía de São Francisco, onde estão situadas várias empresas de alta tecnologia, além da Draper University, uma das referências em ensino inovador. Google, Facebook, Tesla e GoPro são algumas das empresas sediadas no local.

Ponte Golden Gate, São Francisco

São Franciso, Estados Unidos

  • Florianópolis, Brasil

Com um ambiente propício para novos negócios, a capital catarinense, também conhecida como a “Ilha do Silício” entre empreendedores, vem se tornando uma verdadeira incubadora de novas ideias nos últimos anos: de acordo com a Associação Brasileira de Startups (ABStartups), a cidade concentra o maior número de startups do Brasil quando analisado em relação à população.

Florianópolis, Santa Catarina

Florianópolis, Brasil

  • Tel Aviv, Israel

Israel é um dos principais polos de inovação do mundo, sendo Tel Aviv o principal polo tecnológico da nação – disputando todo ano o posto de ecossistema mais importante do mundo. O bom diálogo entre o poder público, a academia e a iniciativa privada é um dos fatores que favorecem o desenvolvimento desse polo.

Tel Aviv, Israel

Tel Aviv, Israel

  • Lisboa, Portugal

A Capital de Portugal é palco de ótimas universidades e empresas de renome, por conta disso é cheia de oportunidades de negócios. As empresas brasileiras costumam procurar a cidade como destino para organizar eventos corporativos de diferentes finalidades.

Lisboa, Portugal

Lisboa, Portugal

  • Hong Kong, China

Há mais de 20 anos Hong Kong ganha o prêmio de melhor lugar para fazer negócios. Liderança inteligente, mudança de mentalidade, legados positivos, governos pró-ativos e regulamentação tecnologicamente neutra e sem burocracia: na sociedade de Hong Kong, esses são atributos em destaque que contribuem para o atual florescimento da inovação por lá.

Hong Kong, China

Hong Kong, China

Profissão empreendedor: Conheça as etapas para colocar um negócio de pé em 2020

56% dos brasileiros desejam ter o próprio negócio. Com 2 milhões de novas empresas abertas em 2019, empreendedorismo está batendo recorde no país

O empreendedorismo está batendo recorde no país em 2019: mais de 2 milhões de empresas foram abertas de janeiro a agosto, segundo o Indicador de Nascimento de Empresas da Serasa Experian. Foi o número mais alto dos últimos dez anos. A via do negócio próprio tem sido uma opção de trabalho e de renda cada vez mais comum entre os brasileiros – 56% deles, aliás, desejam ser donos de uma empresa.

Como transformar esse desejo em realidade ainda em 2020? Segundo Daniel Leipnitz, presidente da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), até se consolidar, um novo negócio passa por várias etapas de amadurecimento. “Tudo começa com uma ideia, que precisa ser planejada, testada, lapidada e colocada em prática. Só então ela pode se tornar escalável e levar à expansão da empresa.”

Sete empreendedores contaram suas experiências e deixaram orientações importantes para cada fase de um novo negócio. Conheça os detalhes de cada etapa e quais devem ser as prioridades para superar os desafios em todas elas:

Ideação: Identifique uma oportunidade

A jornada do empreendedor começa na descoberta de uma oportunidade de negócio, fase conhecida como ideação. É comum que ideias surjam da experiência cotidiana – por isso, ter o olhar antenado às situações do dia a dia é importante. Foi assim com o Asaas, conta digital para empreendedores criada em 2013. Seus fundadores perceberam quanto tempo perdiam com a cobrança dos clientes quando ainda tinham outra empresa – e solucionar esse desafio se tornou uma meta. “Criamos um protótipo que automatizava o processo e passamos 7 meses ajustando o software. Notamos que a gestão de pagamentos em geral era uma demanda, e então atacamos essa frente também”, diz Piero Contezini, CEO do Asaas, reconhecida pela Fisher Venture Builder entre 51 finetchs para ficar de olho.

Pré-operação: Entre em contato com o ecossistema

A pré-operação – fase que antecede a criação de fato da empresa – é o momento ideal para se aproximar de quem já atua no mercado. Aprender com os melhores foi o que Eduardo Varela buscou fazer para colocar de pé a Codenation, startup de capacitação de desenvolvedores e cientistas de dados. Nos últimos dois anos, esteve várias vezes no Vale do Silício, nos EUA, mapeando as necessidades das empresas globais de tecnologia. “Conversamos com desenvolvedores e as principais aceleradoras americanas para aperfeiçoar a plataforma de treinamento e de seleção da Codenation”, conta.

Ter nascido em um coworking em Porto Alegre teve efeito parecido na Diálogo Logística. “O contato com outros empreendedores nos deu um mindset de inovação tecnológica e compartilhamento, e vimos que nosso diferencial estava nisso”, diz Ricardo Hoerde, CEO e cofundador da empresa, especialista em entregas de itens leves para e-commerce com clientes como Magazine Luiza, Renner e Via Varejo. Com mais de 100 colaboradores e crescendo 105% ao ano atualmente, a Diálogo também se beneficiou de programas de aceleração, como o Scale-Up Endeavor. “Isso nos ajudou a focar, a reforçar o que estava certo e corrigir o que não funcionava”, afirma Hoerde.

Validação: Encontre o product market fit

A etapa de validação envolve encontrar o product market fit – ou seja, enquadrar um produto ou serviço no mercado certo. Esse foi o principal desafio da Involves. “Se você quer empreender, pense que a sua empresa precisa resolver um desafio real do cliente. Ele precisa enxergar valor para que esteja disposto a pagar pela solução”, afirma André Krummenauer, cofundador e CEO da empresa. Antes de chegar à versão final do seu software para gestão de trade marketing – o Involves Stage – outros 10 produtos foram testados. “Trabalhamos muito até encontrar um problema muito específico que podíamos resolver. Na validação, o importante é se dedicar totalmente ao cliente e ao ajuste do produto. O resto é supérfluo nesse estágio”, aconselha.

Operação: Dedique-se à gestão de pessoas

Com um produto pronto e testado, o sucesso da operação de um novo negócio depende das pessoas com quem o empreendedor pode contar. Por isso, Itai Sadan – cofundador e CEO da Duda, plataforma de criação de sites nascida no Vale do Silício – dedica boa parte da sua atenção aos talentos da empresa. “Empreendedores devem investir 30% do tempo diretamente em pessoas: não só selecionando as melhores, mas também na comunicação de estratégias e decisões, para que todos desempenhem sua função com excelência”. Com um escritório recém-aberto em Florianópolis, Sadan tem levado o próprio conselho ainda mais a sério agora que a Duda está em plena expansão, com foco na América Latina.

Tração: Desenvolva um modelo escalável

A tração representa a consolidação de um modelo de vendas em escala. É quando o comprometimento dos empreendedores e a capacidade de crescer e gerar lucro no mesmo ritmo são colocados à prova. É como pensa Jonathan Pirovano, CEO da Motoboy.com, plataforma online de entregas ultrarrápidas de produtos e documentos. “Crescimento a qualquer custo já não é mais tolerado. Empresas que vivem de marketing e compra de clientes estão com os dias contados”. Pirovano e o sócio, Rafael Perboni, já desvendaram o caminho das pedras. “É essencial operar com estruturas enxutas e adotar melhorias tecnológicas que permitam fazer mais com menos. A inteligência artificial, por exemplo, é uma opção para reduzir custos e ter um negócio sustentável”, diz.

Expansão: Olhar além do horizonte

Valorizar novas oportunidades pode ajudar na hora de olhar além. Resolver a dor de seus clientes nos países da América Latina é um caminho viável, e se que abre para a Transfeera. “Tivemos uma imersão no Vale do Silício durante um programa de aceleração da Visa. O contato com empresas globais nos mostrou que esse poderia ser nosso próximo passo”, diz Guilherme Verdasca, CEO da finetch. Fundada há menos de três anos, a startup tem dois produtos: um que automatiza pagamentos e outro que faz validação bancária. Com clientes como Rappi, iFood, Unilever e Ebanx, a plataforma da Transfeera movimenta R$ 55 milhões e cresce 15% ao mês.

 

FONTE: Dialetto

5 biografias inspiradoras para empreendedores

O hábito de ler fomenta o processo criativo e organizacional de um empreendedor ou de alguém que deseja empreender. As biografias e autobiografias podem exercer um papel de inspiração, ilustrando a jornada de grandes nomes e líderes mundiais. Hoje, o Programa Centelha indica 5 biografias para inspirar empreendedores ou aqueles que desejam tirar sua ideia do papel e seguir a jornada do empreendedorismo, confira abaixo.

A Marca da Vitória – A Autobiografia do Criador da Nike, por Philip H. Knight

De um jovem em dúvida sobre seu futuro a criador de uma das marcas mais conhecidas e bem-sucedidas do mundo: a Nike. Nesta edição do best-seller do The New York Times feita especialmente para jovens empreendedores, Phil Knight conta sua trajetória, detalhando sua vida antes da criação da empresa – os anos vitoriosos como atleta na faculdade, as dúvidas sobre qual caminho profissional seguir e a viagem ao redor do mundo que fez antes de colocar a ideia em prática.
Repleto de sabedoria, verdade e humor, esta é uma história inspiradora de determinação e quebra de paradigmas sobre um jovem que queria deixar sua marca no mundo, e conseguiu!

A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike

A Marca da Vitória: A Autobiografia do Criador da Nike

Faça Acontecer, por Sheryl Sandberg

Este livro traz histórias, pesquisas e conselhos com o objetivo de examinar a desigualdade entre os gêneros, tanto em casa, quanto no trabalho. Faça Acontecer ajuda mulheres a pensarem em suas carreiras, aproveitando as oportunidades e mirando nos cargos de liderança. O livro também busca trazer o reconhecimento, tanto para mulheres, quanto para homens, desta desigualdade e em como podemos superá-la.

Faça Acontecer

Faça Acontecer

O Estilo Bill Gates de Gerir, por Des Dearlove

Conhecer a maneira como Bill Gates concebeu a Microsoft e a fez crescer parece ser uma boa reflexão para qualquer empresário, executivo ou administrador. Receber essa história de maneira resumida torna-se ideal. Este livro faz exatamente isto: exprime de maneira concisa a visão de Gates como executivo e administrador.

Bill Gates

Bill Gates

O Sonho Brasileiro, por Thales Guaracy

Este é o relato sem retoque de uma das mais impressionantes trajetórias do cenário empresarial brasileiro, a do comandante e empresário Rolim Adolfo Amaro. De autoria do jornalista e romancista Thales Guaracy, O sonho brasi­leiro acompanha a intimidade e a vida pro­fissional de um administrador carismático e visionário. Protagonista da história econô­mica do país, Rolim dava supremo valor ao ser humano e ao que julgava essencial a seu sucesso: sonhar.

O Sonho Brasileiro

O Sonho Brasileiro

Steve Jobs, por Walter Isaacson

O livro, baseado em mais de quarenta entrevistas com Jobs ao longo de dois anos e entrevistas com mais de cem familiares, amigos, colegas, adversários e concorrentes, narra a vida atribulada do empresário extremamente inventivo e de personalidade forte e polêmica, cuja paixão pela perfeição e cuja energia indomável revolucionaram seis grandes indústrias: a computação pessoal, o cinema de animação, a música, a telefonia celular, a computação em tablet e a edição digital. Numa época em que as sociedades de todo o mundo tentam construir uma economia da era digital, Jobs se destaca como o símbolo máximo da criatividade e da imaginação aplicada à prática.

Steve Jobs

Steve Jobs

6 filmes para inspirar empreendedores

Para quem empreende ou quer empreender, os filmes podem ser uma grande fonte de inspiração. O cinema retrata histórias, reais ou fictícias, sobre grandes empreendedores e como eles entraram no mundo dos negócios. Desta maneira, é possível transformar o lazer em uma ferramenta de conhecimento e aperfeiçoamento das suas ideias e projetos. Pensando nisso, o Programa Centelha separou 6 filmes para que você se inspire, confira:

A Rede Social (2010): Em uma noite de outono em 2003, Mark Zuckerberg (Jesse Eisenberg), analista de sistemas graduado em Harvard, se senta em seu computador e começa a trabalhar em uma nova ideia. Seis anos e 500 milhões de amigos mais tarde, Zuckerberg se torna o mais jovem bilionário da história com o sucesso da rede social Facebook.

"A Rede Social" (2010, dir. David Fincher)

“A Rede Social” (2010, dir. David Fincher)

Jobs (2013): De hippie sem foco nos estudos a líder de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Este é Steve Jobs (Ashton Kutcher), um gênio brilhante, perito na arte da negociação, mas aparentemente, também, um sujeito com temperamento forte e uma grande dificuldade de relacionamento.

"Jobs" (2013, dir. Joshua Michael Stern)

“Jobs” (2013, dir. Joshua Michael Stern)

Fome de Poder (2017): O drama conta a história real de Ray Kroc (Michael Keaton), um vendedor de Illinois, que conheceu Mac e Dick McDonald quando os dois gerenciavam uma hamburgueria na Califórnia, nos anos 1950. Impressionado com a rapidez do sistema de produção que os irmãos implementaram no restaurante e com a multidão de clientes que eles atraíam, Kroc imediatamente viu no negócio um grande potencial para franquias.

"Fome de Poder" (2017, dir. John Lee Hancock)

“Fome de Poder” (2017, dir. John Lee Hancock)

Piratas da Informática (1999): A ascensão da Apple e da Microsoft, as duas maiores empresas de informática do planeta. Em busca da liderança do mercado Steve Jobs (Noah Wyle) e Bill Gates (Anthony Michael Hall), fundadores das empresas, enfrentam-se em uma guerra de bastidores.

"Piratas da Informática" (1999, dir. Martyn Burke)

“Piratas da Informática” (1999, dir. Martyn Burke)

Um Senhor Estagiário (2015): Quando sua empresa inicia um projeto de contratar idosos como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa, cabe a Jules Ostin (Anne Hathaway) trabalhar com o viúvo Ben Whittaker (Robert De Niro). Aos 70 anos, Ben leva uma vida monótona e vê o estágio como uma oportunidade de se reinventar.

"Um Senhor Estagiário" (2015, dir. Nancy Meyers)

“Um Senhor Estagiário” (2015, dir. Nancy Meyers)

À Procura da Felicidade (2007): Chris Gardner (Will Smith) é um pai que luta para sobreviver, criar sozinho e sustentar o filho Christopher (Jaden Smith), de apenas cinco anos, sob as mais difíceis situações. Tudo isso sem perder os valores e a esperança de uma vida melhor.

"À Procura da Felicidade" (2007, dir. Gabriele Muccino)

“À Procura da Felicidade” (2007, dir. Gabriele Muccino)