NFT e Blockchain: o que preciso saber?

A febre dos NFTs no mundo das celebridades trouxe a atenção de todos para esse novo mercado.  O processo de digitalização está cada vez mais acelerado, uma confirmação para isso é o próprio Metaverso, onde você “vive” uma “nova vida” nesse universo, e podendo também adquirir seus NFTs por lá.   

O conceito de blockchain (ou cadeia de dados) surgiu em 2008 e representa, basicamente, uma forma de validar uma transação ou registro. Desenvolvido para dar mais segurança às transações digitais, o blockchain é a inovação que está por trás da moeda digital (Bitcoin, a Litecoin ou Ethereum.) 

 

E como funciona o blockchain? 

 Para entender esse novo universo vamos te ajudar a decodificar todos esses dados! Vamos nessa?! 

As informações do Blockchain são armazenadas em blocos de dados, cada bloco contém uma espécie de assinatura digital chamada de “hash”. Essa assinatura funciona semelhante a nossa impressão biométrica, garantindo em criptografias a segurança de suas informações. Com isso, os blocos de dados não conseguem ser violados facilmente. Quando um novo bloco é criado, além de possuir uma “hash” ele também carrega a assinatura do bloco anterior, sendo assim, uma sequência que torna as transições mais seguras e dificulta (e muito) a vida dos hackers. Os dados de todas as transações são gravados num “livro-razão” nomeado de Leadger. Todas as informações sobre as transações constam nesse livro-razão, de quanto, até para quem você fez as transações, contendo apenas um código com letras e números. Ufaaa, acho que conseguimos te ajudar a decifrar um pouco mais sobre o Blockchain. 

  

NF…o que mesmo?  

 Agora que já sabemos o conceito do Blockchain vamos adentrar no terreno fértil dos NFTs. NFT é uma sigla para “Non-fungible Token” que, em tradução livre, seria algo como “Token não-fungível”.  

Um token, no universo das criptomoedas, é a representação digital de um ativo (como dinheiro, propriedade ou obra de arte) registrada em uma blockchain. Exemplo: se uma pessoa tem o token de uma propriedade, significa que tem direito aquele imóvel – ou parte dele. 

Já bens fungíveis, de acordo com o Código Civil Brasileiro, são aqueles “que podem substituir-se por outros da mesma espécie, qualidade e quantidade”. Exemplo: Uma nota de R$ 200 é fungível, já que é possível trocá-la por duas de R$ 100. A pintura “Guernica”, do pintor Pablo Picasso, por outro lado, não é fungível, pois é única e não pode ser trocada por outra igual. 

 

Esse é o conceito por trás de NFTs: eles são como um tipo de assinatura digital que transforma qualquer tipo de mídia digital (um GIF ou JPEG, fotos, vídeos, mensagens, domínios de sites, arquivos de áudio etc.) em um bem não-fungível.  

O funcionamento da tecnologia das NFTs é bem parecido com o do Blockchain. Tendo a natureza descentralizada do Blockchain, há uma grande margem de segurança com as informações armazenadas sendo praticamente invioláveis, o que encoraja o surgimento de um mercado em torno das NFTs, assim como já existe para as criptomoedas. 

As NFTs vem ganhando bastante destaque no meio das obras de artes digitais. Se o criador da obra achar necessário definir sua autoria, ela pode ser atrelada a um NFT como forma de resguardar sua originalidade na expectativa de comercialização. 

 

11 bilhões em movimentações em 2021 

 O Levantamento sobre as transações no mercado mostra que somente no primeiro trimestre de 2021 os NFTs foram responsáveis por movimentar US$ 508,9 milhões no mercado crypto. Este número saltou para US$ 754,3 milhões já no segundo semestre de 2021, um expressivo crescimento de 48,2% ainda no primeiro semestre. Esses ativos digitais movimentaram US$ 10,7 bilhões entre os meses de agosto a setembro. 

Pak/Reprodução

O NFT mais caro da história é na verdade uma série de NFTs. o renomado artista digital Pak, cujas as suas obras movimentaram mais de US$ 350 milhões , criou The Merge como um token de múltiplos donos. Apenas 28+983 pessoas (esse número pode ter subido desde o fechamento da redação) compraram suas mais de 312 mil cotas, somando mais de US$ 90 milhões. Juntas elas formam o que Pak chama de “massa”, fazendo dele o artista vivo com a obra mais valiosa da história, superando o quadro Rabbit, criado por Jeff Koon em 1986 e que foi vendido por US$ 91 milhões. 

Rabbit, 1986. Escultura em aço inoxidável de Jeff Koons

 

NFT, metaverso e o futuro da internet 

 O termo metaverso foi cunhado pelo escritor americano Neal Stephelson, que no ano de 1992 usou a palavra para descrever um mundo virtual em que avatares habitavam em seu livro “Nevasca”. Ficou popularizado quando o Facebook mudou seu nome para Meta Plataforms criando essa alusão ao metaverso, podemos comprar também com os filmes da Marvel Studios que buscam explorar também esse tema. 

O metaverso ganha, aos poucos, cada vez mais espaço. como podemos ver em no jogo Fortinite, um dos games mais populares, com mais de 350 milhoes desuários ativos no mundo, onde participam de batalhas com até 100 Jogadores por meio de avatares e com comunicação em tempo real. Isso despertou interesses de várias empresas que vendem os NFTs de roupas e calçados para esses avatares, como a Nike fez recentemente na compra da RTFKT, empresa que fabrica tênis virtual, para serem adquiridos no metaverso. 

Tênis virtuais da RTFKT, comprada pela Nike (Foto: Divulgação)

O metaverso ainda está em formação. A imersão nesse mundo depende da capacidade das empresas ao elaborar simulações digitais convincentes. Um dos pontos importantes para isso é a elaboração dos dispositivos, que precisam ser acessíveis e confortáveis.  O próprio Facebook, por exemplo, adquiriu a marca Oculus, tendo que agora rebatizar o dispositivo 

A Consultoria canadense Emergen Research prevê que o mercado relacionado ao metaverso crescerá numa taxa anual de 43,3% entre 2021 e 2028, atingindo US$ 828,95 bilhoes ao fim do período. 

E Não pense que é são somente as “Big Techs” que estão criando esse mercado. Assim como a Nike, outra marca de roupas que fez muito sucesso foi a Dolce & Gabbana, em setembro de 2021 ela leiloou uma coleção High Fashion, chamada de Collezione Genesi, pelo equivalente US$ 5,7 milhões. A expectativa é que os NFTs se tornem a forma prioritária de negociar no metaverso. 

 

Como comprar NFTs? 

O processo de compra é bem simples. O primeiro passo é criar cadastro numa plataforma, ter fundos em criptomoedas, ou uma Wallet (carteira) como é chamado no mundo cripto e adquirir o NFT. Cada marketplace tem suas características aceitando diversos ativos diferentes, por isso estude bem a plataforma antes de cair de cabeça nesse mundo. Segue algumas plataformas para você conhecer: 

OpenSea é um marketplace baseado na rede do Ethereum. 

Binance é a maior corretora do mundo em valor de mercado e possui um marktplace chamado de Binance NFT .

Mintable é um mercado de NFT sem taxa de rede. 

9block é o marketplace brasileiro de NFTs e artes digitais. 

 

Você tem uma baseada em blockchain ou até mesmo dentro do mercado das NFTs e não sabe como começar? O Programa Centelha pode ser o berço para sua ideia crescer! O programa oferece recursos financeiros via subvenção econômica (não necessita de reembolso), bolsas de apoio tecnológico, capacitação e suporte e acesso a comunidade empreendedores, investidores e mentores para ampliar seu networking. 

Clique aqui e saiba mais! 

 

Fontes: 

Infomoney 

Techmundo 

Panoramarypto 

Valor Econômico 

Hypeness 

Dia internacional da educação: Desafios, caminhos e oportunidades

Neste dia, 24 de janeiro, as Nações Unidas (ONU) marcam o Dia Internacional da Educação. Em mensagem, o secretário-geral da ONU, Antônio Guterres, pede que a instrução seja vista como um bem público e uma prioridade política para a recuperação na sequência da crise global de saúde.

Confira o Pronunciamento do Secretário-geral da ONU

Estima-se que 258 milhões de jovens em todo o mundo não tenham a oportunidade de ingressar ou concluir a escola. Outros 617 milhões não sabem ler e fazer cálculos básicos. Sem contar os diversos desafios, seja na infraestrutura, na formação dos profissionais de educação, nas diferentes realidades socioculturais, inovar na educação é de suma importância. Sem educação não haverá outras inovações no futuro, sendo a base para o desenvolvimento humano e para a ciência.

Sabendo da importância desse dia, o programa Centelha convidou algumas empresas que foram aprovadas em sua primeira edição para entender melhor os desafios da inovação no setor e sobre o futuro da educação!

Participaram dessa conversa:

Sapientia (PB), um aplicativo gratuito de monitoramento do desempenho qualitativo que se utiliza de elementos de gamificação para engajar os alunos;

Ludbel Educar (AP), que disponibiliza ferramentas que exploram a área de ciências da natureza de forma dinâmica e mais consistente na educação básica;

Lume Studio Design (AM), que desenvolveram a ferramenta Cards Mágicos abcD+, para auxiliar na alfabetização de crianças de 5 a 7 anos; e

Cuboteca (SC), um ambiente de simulação imersivo e interativo para letramento de crianças surdas usando realidade virtual e dispositivos de interfaces naturais.

 

Panorama da educação

 

“Estamos vivendo um momento difícil, em que muitos alunos passaram meses sem contato com as atividades escolares. Notícias nos mostram que nosso país está entre a minoria do mundo, que não aumentaram os recurso em educação durante a pandemia. Precisamos, urgentemente, reverter esse quadro, para que as crianças tenham acesso a novas ferramentas tecnológicas de auxílio a alfabetização e ao letramento.”

(Lume Design)

 

Pelos dados do relatório Education Policy Outlook Brasil, elaborado pela OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico), foi identificado a presença de professores altamente qualificados e engajados como algo imprescindível para a melhora dos indicadores educacionais. Para os países da OCDE, essas iniciativas são capazes de tornar a carreira docente mais atrativa e de melhorar as qualificações e oportunidades para desenvolvimento desses profissionais. A análise comparativa internacional mostra que no Brasil o desafio é ainda maior uma vez que, segundo dados de 2018 examinados pelo estudo, apenas 43% dos professores dos anos finais do ensino fundamental no Brasil tinham contratos de tempo integral e 20% trabalhavam em várias escolas.

Segundo Dados recentes do relatório do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), cerca de 30% dos alunos menos favorecidos no Brasil, bem como aqueles que frequentam escolas rurais, relataram ter acesso a um computador em casa para os trabalhos escolares. Esse número entre os alunos favorecidos ou que frequentam escolas particulares é de 90%. Já se percebe aqui um dos maiores desafio da inovação no setor.

 

“A boa notícia é que nesse mesmo período o mundo digital entrou finalmente nas escolas, que os professores passaram a buscar novas formas de ensinar, novas metodologias e ferramentas e também podemos ver um movimento global de editechs preocupadas em sanar essa situação lastimável. Nesse sentido, o choque que sofremos foi enorme, porém, a força empregada para ajustar as coisas é muito maior, no sentido que os efeitos da pandemia irão passar, enquanto as soluções que surgiram e surgirão a partir de então permanecerão além dela. Temos muito trabalho para equilibrar as coisas, mas com certeza elas serão equilibradas com soluções que tornarão a educação muito mais inclusiva e próxima da realidade do jovem do século XXI.”

(Sapientia)

 

Identificando problemas

 

Nesse cenário, as empresas foram capazes de identificar problemas, para atuar, buscar soluções e inovar no setor.

O pessoal da Ludbel Educar, por exemplo, identificou uma oportunidade de inovação no sistema educacional brasileiro.

Equipe Ludbel Educar

“A Educação Proposta na LDB de 96 discorre sobre o principal objetivo da educação que é garantir meios para que a população consiga o pleno exercício de sua cidadania. A educação básica deve direcionar a atuação cidadã, mas não é difícil perceber a dispersão dos estudantes, que muitas vezes saem das escolas sem o menor discernimento sobre o mundo. Os estudantes não conseguem perceber relações claras entre as temáticas vistas em aula com a própria vida, isso se deve a diversos fatores e entre eles estão a falta de ferramentas adequadas para se atingir efetivamente educando e educador no processo de se apaixonar por aprender e a ensinar.”

 

Os profissionais do Sapientia encontraram no processo de avaliação um problema e uma solução.

Equipe Sapientia

Para a gente, identificar o problema de se realizar uma avaliação processual efetiva se deu na prática de sala de aula. O criador da plataforma é professor de uma escola integral da rede pública da Paraíba, e, assim que houve a mudança para o formato de escola integral, surgiram novas demandas que as avaliações tradicionais não resolviam. Como avaliar uma eletiva? Ou projeto de vida? Estudo Orientado? Soma-se a isso uma discussão já bastante antiga levantada pelos teóricos que discutem avaliação processual. Pedro Demo, Libâneo, Luckesi, entre outros, sempre falaram da necessidade de ser efetuada uma avaliação processual individualizada dos estudantes. O grande desafio consistia na realidade da maioria dos professores do Brasil: sobrecarga de turmas e de alunos para conseguir monitorar e avaliar. Era a situação enfrentada pelo criador do Sapientia, além das novas demandas do formato integral., foi a partir dessas dores que ele, junto a outro sócio, decidiu criar uma plataforma gamificada de avaliação processual. O elemento de gamificação veio suprir a falta de engajamento dos estudantes, muitas vezes cansados e desmotivados. A junção das duas coisas resolveu tanto o problema do professor em relação a capacidade de avaliar de forma processual uma quantidade grande de turmas e alunos, como também possibilitou o engajamento dos jovens nas aulas.

 

A Lume Design e a Cuboteca foram ideias que sugiram através da pesquisa cientifica.

 

Equipe Lume Studio Design

O problema foi identificado por meio de pesquisa científica que iniciou no Mestrado de Design de Inovação e agora continua com o Doutorado em Tecnologia Educacional. Onde, de acordo com pesquisas recentes (OCDE, 2018) do Programa Internacional de Avaliação dos Estudantes – PISA, demonstra que o desempenho dos brasileiros em literatura, não mudou muito desde 2019. E 50% dos alunos, chegam aos 15 anos sem as competências mínimas de interpretação de texto.

(Lume Design)

 

“Primeiramente da pesquisa cientifica que nós desenvolvemos na Universidade do Vale do Itajaí surgiu a ideia do negócio que foi a Cuboteca: letramento de crianças surdas, que é um ambiente de simulação baseado em realidade virtual com interface natural, é baseado em dispositivos que capturam o movimento das mãos.”

(Cuboteca)

Mudando a mentalidade para inovar

 

Ao inovar um processo ou um serviço, muitas vezes, velhos métodos e costumes permanecem, criando barreiras a grandes transformações, simplesmente pelo medo de sair da zona de conforto. Na educação não é diferente! A inovação, principalmente em escolas de zona rural e das periferias dos grandes centros, pode não ser vista a partir de todo seu potencial. Mas, como mudar esse Mindset (mentalidade) rumo à inovação?

 

Acho que a grande mudança de mindset que leva à inovação, é aceitar que não temos respostas para tudo. Pois, a grande questão da inovação é experimentar. Se estivermos dispostos a tentar, as chances de inovar com certeza aumentam.

(Lume Design)

Yuval Harari, em 21 lições para o século XXI, já nos alerta que devemos nos habituar com mudanças. Ele fala que dificilmente teremos, nessa geração, uma pessoa que entre em uma profissão e vá até o final da vida nesta mesma profissão, como era bem comum nas gerações anteriores. Isso porque o mercado está cada vez mais dinâmico, as profissões estão em constante transformações e as pessoas também. Ele diz que em breve empregos que hoje empregam bastante pessoas, como atendentes de telemarketing, por exemplo, em poucos anos não existirão mais, pois uma única inteligência artificial dará conta do serviço. Essa realidade não está tão distante, os atendentes virtuais estão cada vez mais presentes nas experiências do usuário junto a uma empresa. Então, é preciso ter essa abertura de mentalidade, essa capacidade de renovação. É uma exigência do contexto histórico e quem não entender muito bem isso, poderá ser engolido pelo movimento. Estar atento, aberto e otimista é sempre algo necessário para o empreendedor dos dias atuais.

(Sapientia)

 

Como é inovar na educação?

 

As empresas entrevistadas responderam: Como está sendo sua jornada na inovação no campo da educação?

 

“Desafiadora e gratificante. Desenvolvemos ferramentas educacionais que promovem o engajamento do professor e alunos em sala de aula, que aproximam alunos do educador e estimulam educando em seu despertar para o conhecimento com propósito cidadão. Nosso primeiro produto educacional é um jogo que foi desenvolvido em sala de aula, ouvindo a geração Z. O jogo foi usado em turmas do ensino fundamental e médio na cidade de Macapá desde 2018. Com o apoio do centelha nosso produto adquiriu maturidade e hoje pode ser encontrado em São Paulo e Minas Gerais também. É um desafio trabalhar por uma educação significativa, mas muito gratificante observar as fronteiras que estamos atravessando nos últimos meses.

(Ludbel Educar)

“Não tem como responder essa questão sem lembrar como foi a jornada da equipe no desenvolvimento do conhecimento que permitiu hoje a gente tocar a Xr,  desenvolvendo produtos. Cada produto que a gente desenvolve e vemos um jovem utilizandoum jovem utilizando…e ele está produzindo um aprendizado, isso é a nossa maior motivação. Todo aquele conhecimento que a gente conseguiu desenvolver ao longo dos anos foi transformado num produto e esse produto foi pra um jovem em questão e ele aprendeu algo com aquilo, então não vejo como desfocar a inovação da educação sem você proporcionar para alguém um aprendizado baseado numa ferramenta qualquer, tanto analógica quanto digital, baseado no conhecimento que você desenvolveu ao longo dos anos, então aquilo que você recebeu você está depositando naquele produto e ele está ajudando alguém…”

(Cuboteca)

  

E o futuro como fica?

 

Pensar no futuro é essencial para inovar. As empresas convidadas responderam qual é a visão sobre o futuro da educação.

 

Creio que o a tecnologia exercerá um papel ainda mais fundamental na educação nos próximos anos e que a maior prioridade deverá ser a recuperação do tempo perdido.

(Lume Design)

 

A educação é a arma mais poderosa para quem nasceu sem condições, é ela quem permite que a pessoa saia de uma condição de vulnerabilidade para outra condição mais acolhedora. Somente através da educação será possível atingir uma sociedade mais empática, tolerante, que respeite as diversidades, que entenda os mecanismos de poder e que consiga desconstruir estruturas seculares de exploração, racismo, intolerância religiosa e o machismo. […] Por fim, a educação também é quem vai permitir que nos orientemos em relação aos problemas climáticos que estão gritando aos nossos olhos, mas que insistimos em não enxergar. Conhecer outras formas de organização social, como os povos originários da América, por exemplo, é entender que a maneira como vivemos não é a única possível. A educação para os próximos anos precisa levar em consideração todos esses fatores, a defesa do conhecimento e da ciência, o reconhecimento de fake news, o aumento das desigualdades e todas as questões ambientais. Ela deve ter um olhar mais cuidadoso com as diversidades e fazer do paradigma indígena o paradigma do século XXI, caso contrário, não teremos século XXII para contar história.

(Sapientia)

A educação transforma a vida das pessoas. Se você tem uma ideia que pode revolucionar esse campo, não perca a chance de inovar com o Programa Centelha e venha transformar a sua ideia em um negócio de sucesso!

 

Confira os editais abertos em: programacentelha.com.br

 

Quer conhecer melhor essas empresas?

Clique e confira!

LUDBEL EDUCAR

CUBOTECA

LUME STUDIO DESIGN

SAPIENTIA

 

 

 

 

 

Para transformar ideias em negócios de sucesso, Rondônia recebe Programa Centelha 2

Serão selecionadas até 22 ideias inovadoras e os interessados podem se inscrever até 18 de fevereiro de 2022

Para transformar ideias inovadoras em negócios de sucesso, o Programa Centelha 2 acaba de abrir inscrições em Rondônia. A iniciativa oferecerá recursos financeiros, capacitação e suporte aos 22 projetos que serão selecionados. Os contemplados receberão R$ 53.636,00 em subvenção econômica e R$ 26 mil em bolsas de apoio técnico. Os interessados podem se inscrever gratuitamente até o dia 18 de fevereiro de 2022.

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI, em Rondônia, o programa é executado pela Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa de Rondônia (FAPERO).

De acordo com Paulo Haddad, presidente da FAPERO, o Programa Centelha pode modificar a vida de quem deseja começar a empreender. “O empreendedor terá, de fato, topo o apoio, suporte e recursos necessários para colocar a sua ideia em prática. Queremos que iniciativas como essa sejam cada vez mais valorizadas e ampliadas”, conclui.

Em sua primeira edição, o programa contou com mais de 15 mil ideias submetidas nacionalmente e mais de 1 mil municípios envolvidos. Neste ano, o Programa Centelha 2 acontecerá em 25 Estados e no Distrito Federal.

Para mais informações sobre o edital, o cronograma e todas as informações para submissão, confira https://programacentelha.com.br/ro/.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

OLIVER PRESS / (11) 3034-0743 / 3031-1793

Prorrogadas as inscrições da primeira edição do Programa Centelha Distrito Federal

A BIOTIC S/A, empresa pública gestora do Parque Tecnológico de Brasília – BIOTIC, informa que o prazo de submissão de ideias para o Programa Centelha DF foi prorrogado até o dia 15 de fevereiro de 2022. 

Em sua primeira edição, o programa tem previsão de investimentos de R$ 1,6 milhão e selecionará 28 projetos, os quais serão contemplados com até R$ 60.000,00 em subvenção econômica (recursos não reembolsáveis).

O objetivo do programa é estimular o empreendedorismo inovador e a geração de empresas de base tecnológica a partir da transformação de ideias inovadoras em empreendimentos que incorporem novas tecnologias aos setores econômicos estratégicos do Distrito Federal por meio da concessão de recursos de subvenção econômica.

Os interessados em participar da seleção de ideias do Programa Centelha Distrito Federal devem se inscrever até 15 de fevereiro no site https://programacentelha.com.br/df.

Eventuais dúvidas deverão ser enviadas em https://www.helpdeskcentelha.com.br/.

Programa Centelha 2 chega ao Amazonas com o objetivo de selecionar até 50 projetos empreendedores

Projeto apoiará as empresas selecionadas com até R$ 60 mil em subvenção econômica e R$ 26 mil em bolsas de apoio técnico

Com o principal objetivo de estimular o empreendedorismo inovador, o Programa Centelha 2 está com inscrições abertas no Amazonas até o próximo dia 11 de janeiro de 2022. Em sua segunda edição, a iniciativa oferecerá recursos financeiros, capacitação e suporte para transformar novas ideias em negócios de sucesso. A expectativa é que até 50 projetos sejam selecionados e os contemplados serão apoiados com até R$ 60 mil em subvenção econômica e R$ 26 mil em bolsas de apoio técnico.

Promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação CERTI, no Amazonas, o Programa é executado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).

De acordo com Márcia Perales Mendes, Diretora-Presidente da FAPEAM, é uma alegria e um grande desafio trazer mais uma edição do Programa Centelha ao Amazonas. “É necessário uma articulação de todo o ecossistema de inovação. Precisamos que as pessoas ousem e encaminhem ideias maravilhosas. Desejo a todos os envolvidos muito sucesso”, finaliza.

Em sua primeira edição, o programa contou com mais de 15 mil ideias submetidas nacionalmente e mais de 1 mil municípios envolvidos. Somente no Amazonas foram mais de 2,4 mil empreendedores capacitados, 964 ideias submetidas e 18 empresas apoiadas. Neste ano, o Programa Centelha 2 acontecerá em 25 Estados e no Distrito Federal.

Para mais informações sobre o edital, o cronograma e todas as informações para submissão, confira https://programacentelha.com.br/am/.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA

OLIVER PRESS / (11) 3034-0743 / 3031-1793

Juliana Oliveira – (11) 98398-5305 – juliana@oliverpress.com.br

Patricia Hidaka – (11) 988110052 – patricia@oliverpress.com.br

Raquel Cruz – (11) 99883-0091 – raquel@oliverpress.com.br

Elaine Tessarolo – (11) 99996-7938 – elaine@oliverpress.com.br

Luna Oliva – (13) 99674-6505 – luna@oliverpress.com.br

A difícil jornada das mulheres no mundo do empreendedorismo: o panorama no Brasil

A luta feminina por equidade é longa e a cada ano mais conquistas são feitas, principalmente no mercado de trabalho. As mulheres sempre foram empreendedoras, conciliando jornadas duplas e diversas responsabilidades, mas ainda assim, não possuem o reconhecimento merecido. Desde as pequenas produtoras locais e profissionais individuais, até as startups com lideranças femininas, todas integram uma importante parcela do empreendedorismo no Brasil. No que concerne a inclusão das mulheres nos negócios, as perspectivas se tornam mais diversas, inclusivas e inovadoras.

Dados da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada pelo IBGE, demonstram que cerca de 9,3 milhões de mulheres estão à frente de negócios no Brasil. Conforme os dados da pesquisa do Instituto Rede Mulher Empreendedora (IRME), de 2021, entre as empreendedoras que possuem sociedade, sete em cada dez contam com sócias mulheres. Além disso, 73% dos empreendimentos liderados por mulheres são majoritariamente femininos, enquanto apenas 21% dos empreendimentos liderados por homens.

O apoio entre as mulheres no empreendedorismo fortalece todo o ecossistema. A revista Época, analisando a pesquisa do IRME (2021), destacou alguns dados que reforçam os motivos e a importância desse círculo virtuoso no meio de negócios femininos:

– 34% das empreendedoras ouvidas já sofreram algum tipo de agressão em suas relações afetivas;

– 50% das empreendedoras com filhos alegaram que o fechamento das escolas impactou a rotina de trabalho;

– 79% das empreendedoras acreditam que os cuidados com a casa e a família atrapalham mais as mulheres do que os homens que buscam empreender.

 

O lado positivo é que as empresas estão adotando medidas cada vez mais inclusivas, criando uma expectativa de maior diversidade de gênero no mercado de trabalho. Espera-se que, com o tempo, a disparidade de contratação e liderança entre homens e mulheres diminua. Enquanto isso, as mulheres estão na linha de frente da batalha criando empresas e contratando mais mulheres.

Alguns projetos e programas objetivam aumentar a fluidez desse processo. A Finep, instituição promotora do programa, possui projetos dedicados ao empreendedorismo feminino, como por exemplo, o projeto “Mulheres Inovadoras”, que está na sua segunda edição em andamento, sendo uma iniciativa em conjunto com Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) para estimular startups lideradas por mulheres. O projeto busca contribuir para o aumento da representatividade feminina no cenário empreendedor nacional, por meio da capacitação e do reconhecimento de empreendimentos que possam favorecer o incremento da competitividade brasileira.

Mesmo com o incentivo nacional, a disparidade entre mulheres e homens no mundo do empreendedorismo ainda é uma realidade. Na primeira edição do Programa Centelha, por exemplo, entre os empreendedores aprovados, apenas 31,7% são mulheres. O debate sobre o assunto e o fomento ao empreendedorismo feminino são fatores essenciais para apoiar a inclusão de mais mulheres.

Como você pode apoiar empreendedoras? Alguns exemplos são a compra de seus serviços ou produtos, a divulgação do trabalho para sua rede de amigos, o incentivo a suas parceiras, colegas e familiares para empreender. Além disso, você pode ajudar encorajando-as a inscrever sua ideia no Programa Centelha!

Nesta edição o Programa Centelha conta com a participação de 25 estados e do Distrito Federal e prevê o investimento de mais de R$ 97 milhões, sendo R$ 74 milhões pelo MCTI e R$ 23 milhões pelos parceiros estaduais. Cada empresa contemplada receberá em torno de R$ 50 mil, além de capacitação e suporte para transformar ideias em negócios de sucesso. As propostas poderão ser submetidas por pessoas físicas, vinculadas ou não a empresas com até 12 meses de existência anteriores à data de publicação do edital.

Empreendedoras, o que estão esperando para se inscrever no Programa Centelha e transformar suas ideias em negócios de sucesso? Clique aqui e inscreva sua ideia!

 

 

 

 

Fonte: Revista Época, Blog SEBRAE, IBGE, IRME, Finep e Programa Centelha

 

Qual é a diferença entre incubação e aceleração?

No setor de empreendedorismo inovador existem diferentes modelos de apoio a novos negócios. Quem está chegando nesse universo agora pode ficar perdido sobre o papel de uma pré-incubadora, incubadora e aceleradora. 

Para te explicar a diferença entre esses três conceitos e qual se encaixa no caso do Programa Centelha, conversamos com o consultor de negócios da Fundação CERTI, Carlos Bizzotto. Além de uma breve retomada histórica para entender como surgiram, trataremos também sobre as suas definições.

Afinal, se perguntássemos agora, você saberia responder se o seu negócio precisa de uma pré-incubação, incubação ou aceleração? Se a resposta é não, continue lendo esse texto!


O surgimento das incubadoras

No final dos anos 80, as mudanças no mercado evidenciaram a necessidade de tornar as empresas brasileiras mais competitivas, com estímulo ao investimento em inovações e tecnologia. De acordo com Bizzotto, “na década de 90, as incubadoras surgiram para transformar tecnologias que estavam retidas nas universidades em negócios”, oferecendo espaços físicos para que pesquisadores pudessem comercializar os produtos.

Ao perceberem que o espaço físico não era suficiente, as incubadoras passaram a operar junto com o SEBRAE oferecendo serviços para o desenvolvimento de negócios. “Nos anos 2000, começaram a surgir novos ambientes como aceleradoras e espaços de coworking. Por isso, as incubadoras precisaram reajustar seus objetivos”, conta Bizzotto.

Segundo o especialista, foi a partir desse momento que as incubadoras passaram a trabalhar com o networking, ou seja, o desenvolvimento de redes de contato para os negócios incubados. Com essa mudança, esse modelo de apoio passou a ser definido como um instrumento de política pública, oferecendo serviços e a possibilidade dos negócios conseguirem os primeiros clientes. 

“É essencial lembrar que a incubadora atua com empreendimentos que têm o potencial de inovação e que geram resultado para a comunidade como um todo”, conta. Bizzotto ainda explica que esse serviço é feito por meio de um processo de monitoramento contínuo do empreendimento.


E as aceleradoras?

“Em resumo”, explica, “as aceleradoras colocam dinheiro ou abrem a porta para investimentos”. Diferente das incubadoras, que buscam viabilizar o surgimento de um negócio inovador, as aceleradoras são mais restritas e investem apenas em negócios com potencial de escalar no mercado.

O papel principal desse modelo de apoio é investir em um desenvolvimento e crescimento rápido das empresas. “Só que para isso as aceleradoras trabalham com um processo em que o negócio tem que provar que vai dar certo”, esclarece o especialista.

Segundo Bizzotto, as aceleradoras investem (e exigem!) mais, se tornando ou não sócia da empresa acelerada. “A principal diferença entre a aceleradora e a incubadora é que a primeira investe em negócios com potencial de retorno financeiro”, explica.


Onde o Programa Centelha se encaixa?

Para entender o que o Programa Centelha oferece, precisaremos explicar um outro modelo de apoio: a pré-incubadora. Quando as incubadoras surgiram, as empresas já entravam com um CNPJ ou tinham poucos meses para criar um. “Mas o que fazer com os negócios que estão em um estágio mais inicial ainda? No final dos anos 90, começamos a trabalhar com o conceito de pré-incubadora”, explica.

A principal diferença entre a pré-incubadora e a incubadora é o estágio do empreendimento apoiado. Assim, as pré-incubadoras focam o serviço em empreendimentos que estão em fase de ideação. “O objetivo é gerar e validar a ideia para estar mais próximo e preparado para o processo de incubação. O foco de ambas é o desenvolvimento do negócio”, esclarece Bizzotto.

E é com a pré-incubação que o Programa Centelha atua. O Programa seleciona ideias que ainda estão no papel ou sem a criação formal de uma empresa. Apesar do investimento de recursos financeiros, o Centelha não visa acelerar empresas já estruturadas, mas sim estimular a geração de negócios inovadores no país. “O grande diferencial entre um programa como o Centelha e uma aceleradora é que o Centelha investe recurso não pelo potencial de escalar a empresa no mercado, mas para viabilizar o negócio em um estágio inicial”.


Agora que você já sabe a diferença entre os modelos de apoio, vamos repetir a pergunta: afinal, o seu negócio precisa de uma pré-incubação, incubação ou aceleração? Se a resposta for pré-incubação, não deixe de inscrever sua ideia na segunda edição do Programa Centelha!

Especialistas em tecnologia dão dicas para quem quer empreender no setor

Empreendedores e especialistas compartilham habilidades que desenvolveram durante suas jornadas no mercado

Texto por Gabriela Prestes Funke | Equipe Dialetto

 

O empreendedorismo está cada vez mais presente no dia a dia dos brasileiros. No último relatório executivo divulgado, o Global Entrepreneurship Monitor (GEM) apontou que, em 2019, o Brasil atingiu 23,3% de taxa de empreendedorismo inicial, considerada a maior marca até agora. Os dados de 2020 ainda não foram divulgados, mas algumas prévias apontam que o Brasil deve atingir o maior patamar de novos empreendedores: aproximadamente 25% da população adulta estará envolvida na abertura de um novo negócio ou em empresas com até 3 anos e meio de atividade.

 

Conversamos com empresários do setor de tecnologia, confira dicas para empreender:

 

Visão de mercado

Jonatan da Costa empreende desde 2004, e hoje é CEO da empresa de tecnologia Área Central, que desenvolve uma plataforma para gestão de redes associativas e de centrais de negócios. O empreendedor é formado na área de tecnologia e sua jornada começou com a fundação e incubação da empresa Área Local, na UNIDAVI, em Rio do Sul (SC) no ano de 2004. O objetivo da primeira empresa era oferecer serviços digitais. Em dado momento, um cliente — uma rede associativa de supermercados — desafiou os empreendedores a criarem uma intranet para gestão de compras do grupo. A demanda gerou um produto — batizado de Área Central — e a rede associativa, o primeiro cliente do segmento atendido pela empresa. No ano de 2012 a plataforma de gestão de redes recebeu um investimento anjo e se tornou uma empresa à parte. Ele conta que para empreender ver além do óbvio é fundamental, saber qual é a necessidade do mercado antes mesmo dessa dificuldade ser mapeada faz parte da jornada empreendedora. “A plataforma da Área Central é única no segmento de gestão de redes associativas e centrais de negócios, pensar à frente é o que sempre nos moveu. Prever as demandas dos clientes, mesmo depois de ter um negócio estruturado, é fundamental para continuar inovando no mercado da tecnologia, que está em constante mudança”, diz Jonatan.

 

Liderança como sinônimo de humildade

“A humildade deve estar atrelada a reconhecer erros e acertos que ocorrem na criação de um produto, ou seja, os empreendedores precisam estar abertos a realizar a testagem dos serviços que irão oferecer e, caso não funcione, devem estar dispostos a seguir adiante, sempre experimentando. É dessa forma que enxergamos a importância da humildade na prática do dia a dia das startups”, afirma Robledo Ribeiro, CEO e Fundador da HostGator no Brasil. Formado em Ciências da Computação e recém-casado, o empresário que na época tinha apenas 23 anos decidiu tentar a vida nos Estados Unidos, em 2003. Chegando lá, foi através de um anúncio que encontrou a oportunidade de trabalhar na HostGator. Com visão mercadológica voltada à longo prazo, sempre compreendeu os problemas que os clientes relataram por bate-papo eletrônico ou telefone, “passei dois anos atendendo clientes diretamente, foi um período que coletei muita informação, conversava com 300 pessoas por dia, e foi assim que eu entendi de verdade as necessidades de cada cliente”, declara. Na HostGator era considerado o funcionário mais experiente, não demorou muito para ter a confiança da equipe de gestão. Em 2007, fundou a empresa no Brasil com o objetivo de entregar o melhor serviço possível e com um preço acessível. Em 2012, a HostGator — multinacional de hospedagem de sites e serviços para presença online — avança ainda mais e é vendida para o grupo Endurance, e Robledo passou a atuar nas operações corporativas da América Latina. O grupo ficou na gestão até meados de abril de 2021, quando foi comprado pela Clearlake Capital, grupo líder em investimentos focados em private equity, “a Clearlake trouxe a HostGator para o capital privado e isso nos permite avançar mais livremente para atingirmos nossos objetivos de crescimento”, afirma.

Resiliência, tecnologia disruptiva e visão de mercado

Demetrius Lima começou a empreender em 1996. Participou da criação de três empresas, sendo duas de learning, antes de fundar a Sábios em 2009, uma edtech que une educação, tecnologias imersivas e inteligência artificial para aumentar a performance de pessoas e organizações. Com mais de 20 anos de experiência em educação, viu uma necessidade de mercado dentro dos modelos tradicionais de ensino corporativo e desenvolveu uma metodologia e plataforma próprias de aprendizagem imersiva, que atualmente é usada por grandes empresas, como Raízen e Petrobras.

Formado em engenharia elétrica e mestre em inteligência artificial aplicada à educação, o CEO da Sábios diz que quem quer empreender precisa, primeiramente, ter muita resiliência e persistência, além de visão estratégica do negócio. “No início do projeto, principalmente falando em startup, é preciso transformar a ideia em MVP (produto viável mínimo), que possa ser testada e validada por clientes reais e, a partir daí, construir um roadmap de tecnologia com diferenciais disruptivos”, explica. Outro ponto importante é a visão de negócio, que precisa ser escalável e com receita recorrente, mas que gere valor ao cliente final. “Se todos esses vieses estiverem contemplados, a possibilidade de conseguir capital de risco para cumprir as fases de crescimento é altíssima”, complementa.

 

Como tirar a ideia do papel

Paula Lunardelli é diretora da Vertical de Construção Civil da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE), além de ser co-fundadora e CEO da Prevision — construtech desenvolvedora de plataforma para planejamento e gestão eficiente de obras. Formada em engenharia civil pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA pela FGV, o empreendedorismo surgiu na vida de Lunardelli em 2017. Neste ano, em conjunto com o engenheiro, Yan Bedin, e o cientista da computação, Thiago Senhorinha Rose, criou um Produto Viável Mínimo (MVP) para um software de planejamento e gestão de obras baseado em conceitos de Construção Enxuta.

Apesar de terem desenvolvido uma solução inovadora, ainda não era suficiente para tirar a ideia do papel e empreender. “Começamos meio às cegas, com um propósito muito claro, mas sem entender direito como funciona a criação de uma startup. Não demorou muito para percebermos que, naquele ritmo, não iríamos a lugar nenhum”, afirma a CEO. A entrada no MIDITEC, uma das 5 melhores incubadoras do mundo, foi essencial para a jornada.  Atualmente, a Prevision está presente em mais de 650 projetos no Brasil e um internacional. Além disso, é uma startup em fase de Scale Up e tem um crescimento acima de 15% ao mês, mesmo com receita interna. “Para chegarmos aqui, foi fundamental participar de capacitações sobre empreendedorismo em startups, frequentar eventos do ecossistema, buscar investimentos e seguir um planejamento eficiente pautado em metas realistas”, complementa Lunardelli.

 

Otimização tecnológica e vantagens competitivas de mercado

Empreendedores de sucesso têm em comum duas prerrogativas indispensáveis para o mercado: inteligência e inovação. Em um cenário onde a tecnologia influencia mudanças, uma empresa deve focar em como utilizá-la para garantir aos clientes um diferencial de mercado. É o que pensa Helmuth Hofstatter, CEO da LogComex, startup de dados e inteligência para o comércio exterior. De acordo com Hofstatter, soluções que utilizam recursos como Machine Learning e IA (Inteligência Artificial) para otimizar processos e reduzir riscos são diferenciais. “Lidamos todos os dias com grandes volumes de informação e devemos refinar os recursos tecnológicos disponíveis para atender às demandas e realmente inovar”, ressalta. Foi assim que a startup dobrou de tamanho mesmo durante a pandemia, faturando cerca de R$ 20 milhões em 2020 com sua ferramenta de logística internacional. “Focamos na redução de falhas humanas e na visualização panorâmica de dados para apoiar a tomada de decisões estratégicas de forma mais assertiva. Com isso, nossos clientes garantem ganhos de produtividade e eficiência, além da redução drástica do custo logístico”.

 

Invista em parcerias com instituições de ensino

A inovação é a premissa do setor de tecnologia e as parcerias com instituições de ensino para pesquisa e desenvolvimento de soluções são uma excelente forma de colocá-la em prática. Carlos Roberto De Rolt, fundador da  BRy Tecnologia, empresa que desenvolve soluções de identificação, formalização e registro digital e tem mais de 20 mil clientes em todo o Brasil, explica que essa busca constante por tecnologia de ponta que resolva os problemas dos clientes deve ser parte essencial de qualquer negócio desde o início. “Desde o começo, em 2001, a BRy investiu em parcerias com universidades para a criação de alta tecnologia brasileira e isso nos permitiu ser a empresa com a maior gama de soluções em segurança digital do país”, comenta. Um exemplo recente dos benefícios dessa parceria entre empresa e universidade é o desenvolvimento da tecnologia de diploma digital. Em parceria com a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), a BRy criou um sistema que reduz de 120 para 15 dias o tempo para emissão do certificado de conclusão de curso. “Trabalhar em conjunto com instituições de ensino ajuda a empresa justamente a desenvolver soluções para os problemas que as pessoas têm hoje, e isso é fundamental para manter um negócio vivo”, finaliza De Rolt.

O compromisso da inovação com o meio ambiente

O desenvolvimento sustentável, tema de amplo debate mundial, passa pela compreensão de mudanças que vão desde o consumo consciente à aplicação de novas tecnologias para a utilização racional de recursos naturais. Embalagens biodegradáveis, a redução de emissão de gases poluentes e monitoramentos via satélite são algumas das inovações que emergiram da necessidade de preservação ambiental. 

Um exemplo recente do uso da tecnologia aplicada para soluções ambientais é o Amazonia 1, o primeiro satélite desenvolvido e operado pelo Brasil. Lançado em órbita no dia 28 de fevereiro deste ano, o satélite foi desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e tem como missão fornecer imagens para o monitoramento do desmatamento da região amazônica. 

Imagem do Rio São Francisco feito pelo satélite Amazonia 1

Para conscientizar a população mundial sobre esse tema, a Organização das Nações Unidas (ONU) instituiu o dia 05 de junho como Dia Mundial do Meio Ambiente. Nesta direção, diversas startups aceitaram o desafio de desenvolver soluções inovadoras direcionadas para o impacto sustentável e transformações de consumo. 

Na sua primeira edição, o Programa Centelha recebeu 2.380 ideias inovadoras aplicadas ao setor de Meio Ambiente e Bioeconomia. Entre as ideias inovadoras contempladas ao redor do país, separamos quatro projetos que visam a sustentabilidade por meio da redução de lixo, o uso de materiais ecológicos e até a redução de emissão de dióxido de carbono.

 

Confira! 

Biotech4Life Soluções | CE

Empresa contemplada em 1º lugar no Programa Centelha Ceará, a Biotech4Life Soluções tem como objetivo o desenvolvimento de produtos biotecnológicos que ajudam a solucionar problemas ambientais. O seu produto principal, o BioClineX, foi idealizado para a descontaminação de solos de manguezais impregnados com petróleo. “A empresa investe no desenvolvimento de produtos autênticos de base biotecnológica, como o BioClineX, voltados para solucionar problemas ambientais”.

 

Lifebiotech Serviços Biotecnologicos LTDA | SE

A empresa contratada pelo Programa Centelha Sergipe oferece como solução sustentável tratamento de efluentes e resíduos tóxicos através do uso de microalgas, como a Chorella vulgaris. “Além de oferecer um serviço voltado para diminuir os impactos ambientais das atividades lucrativas já vigentes, a nossa proposta não produz resíduos secundários e gera subprodutos com valor comercial agregado”. 

 

Cogumelos Campo Grande | MS

Contemplada na edição do Programa Centelha Mato Grosso do Sul, a Cogumelos Campo Grande une a produção e venda de Shimeji e Shitake à utilização de resíduos na produção de embalagens ecológicas. “A formação desse micélio no vegetal gera um material resistente que pode assumir várias formas e tamanhos, podendo ser oferecido às empresas de entregas e transportes como uma alternativa para substituição dos isopores de poliestireno”. 

 

 

Luna Greentech | GO

A Luna Greentech, contemplada no Programa Centelha Goiás, oferece como solução inovadora a extração de insumos naturais por meio de um processo sustentável e ecológico. Como produto, a empresa fornece desde extratos vegetais até insumos esfoliantes naturais e ativos cosméticos. “Temos o compromisso com a sustentabilidade, no qual todos os nossos produtos são concebidos a partir de um processo limpo e verde, livres petrolatos, sem o uso de solventes tóxicos e com métodos que contribuem com a segurança para o meio ambiente e para as pessoas.”

Programa Centelha realiza 3ª Capacitação das Equipes Executoras

Nesta terça-feira (25), o Programa Centelha realizou a 3ª Capacitação das Equipes Executoras. Essa foi a última de três capacitações que tiveram como objetivo promover uma melhor operação do Programa nos estados. No evento, os integrantes das equipes executoras tiveram acesso ao detalhamento do cronograma e minuta do edital, além de orientações jurídicas. 

Mais de 140 pessoas participaram do evento online que foi conduzido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI), Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Fundação CERTI. 

Participantes da 3ª Capacitação das Equipes Executoras do Programa Centelha

Umas das novidades apresentadas nessa capacitação é a concessão de bolsas do CNPq para todos os projetos contemplados na segunda edição do Programa.  “Ela [a bolsa] permite que os empreendedores consigam se dedicar integralmente a esse período de pré-incubação”, enfatizou o coordenador de Ambientes Inovadores do MCTI, Públio Ribeiro, sobre o benefício das bolsas.

Também fizeram parte do evento o superintendente da Finep, Marcelo Camargo, o Gerente de Desenvolvimento Tecnológico e Subvenção Descentralizada (DDTS) da Finep, Vitor Dias Kappel, o Coordenador de Parcerias Externas do CNPq, Gilberto Ferreira de Souza, o Assessor Jurídico da Diretoria de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (AJCT) da Finep, Bruno Mattos e a Analista Financeira de Prestação de Contas da Finep, Cristina Damasceno.

 

Próximas etapas

Com a finalização das primeiras capacitações com conteúdos relativos à operação da segunda edição do Programa Centelha, as equipes executoras estaduais passarão agora por capacitações com conteúdos que permitam seu fortalecimento e desenvolvimento em temas relativos ao ecossistema de inovação e empreendedorismo.

O Programa Centelha tem previsão para acontecer no segundo semestre de 2021, sendo cada estado responsável pelo estabelecimento das datas de abertura das inscrições. Com o aumento do número de estados participantes, a estimativa é que a segunda edição do Programa tenha recordes de submissões de ideias inovadoras.

 

Sobre o Centelha

O Programa será executado de forma descentralizada, por meio da articulação institucional e cooperação com órgãos e entidades da administração pública estadual que atuam na área de ciência, tecnologia e inovação, com o apoio técnico e financeiro do MCTI e das agências federais de fomento. Do total de 25 projetos aprovados pela Finep na seleção pública de propostas dos parceiros estaduais, 24 são provenientes das Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) dos estados. No total, a previsão é de que sejam investidos R$ 97 milhões, sendo R$ 74 milhões pelo MCTI/FNDCT e R$ 23 milhões pelos parceiros nos estados. Nesta edição, quase todos os estados do Brasil, com exceção do Acre, executarão o Programa.