Fundação Araucária divulga resultado final do Programa Centelha PR

No último dia 09, a Fundação Araucária divulgou o resultado final com os 30 projetos contemplados no Programa Centelha Paraná e 15 projetos em lista de suplentes. Aproximadamente R$ 1.6 milhão serão destinados para a abertura dos empreendimentos finalistas.

Ao longo da edição no estado, o Programa recebeu 801 ideias inovadoras que passaram por 3 fases de seleção. Cada projeto contemplado na fase final deve receber até R$ 60 mil em recursos financeiros para transformar a ideia em um negócio de sucesso.

A iniciativa é promovida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e pela Financiadora Inovação e Pesquisa (Finep), em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e o Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), e operada pela Fundação CERTI.

Confira abaixo as principais estatísticas das empresas aprovadas

 

A importância de se inovar na educação

Quando pensamos na evolução da inovação e tecnologia, percebemos que muito se transformou ao longo dos últimos séculos. Com a revolução industrial e o uso do maquinário a vapor, a humanidade deu um salto exponencial para a evolução tecnológica como conhecemos hoje. Uma tecnologia de armazenamento como o disquete, por exemplo, evoluiu para um pendrive e, nos dias atuais, para um sistema não físico, como o armazenamento em nuvem.

A educação, porém, parece não ter evoluído em grande escala. Em sua maioria, as lousas continuam sendo de giz, o celular ainda é visto como inimigo do aprendizado e pouca informação circula acerca das tecnologias disponíveis. Mas parece que o ano de 2020 – aquele que imaginávamos ser o ano dos carros voadores – trouxe um desafio para a educação e colocou em prova o avanço do sistema educacional. 

Você já pensou que, pela primeira vez na história da humanidade, em pouco tempo o processo educacional passou a ser online em quase todo o mundo? Aulas, dinâmicas grupais, trocas de conhecimento e as demais atividades de educação foram submetidas a telas de celulares e computadores em decorrência do Sars-CoV-2, o novo coronavírus. 

A necessidade de adaptar o ensino presencial em modalidade a distância provocou uma série de reflexões acerca do preparo físico, pedagógico e emocional para lidar com o uso da tecnologia em meio a educação. Tanto para o ensino básico quanto para o superior e técnico, o desafio foi e ainda está sendo adaptar o que entendemos como ambiente de aprendizagem. 

Agora, como estaria sendo esse momento histórico se há tempos tivéssemos promovido uma disrupção inovadora na estrutura educacional? Esse texto é um convite para refletir sobre as possibilidades de inovar na educação.

Aceita o desafio?


Os indicadores de educação no Brasil

Em 2019, o Brasil passou para a 84ª posição no ranking mundial do Índice de Desenvolvimento Humano, o IDH. Um dos motivos que levou o país a atingir o pior patamar desde 2011 foi a falta de avanço na educação. No mesmo ano, pesquisas realizadas pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que cerca de 70 milhões de adultos acima de 25 anos não haviam completado o ensino médio. Isso representa mais da metade da população brasileira desta faixa etária.

Se pesquisarmos mais profundamente sobre os índices de educação do Brasil, veremos ainda que o número de analfabetos absolutos e analfabetos funcionais permanecem altos. Ainda de acordo com o IBGE, 11 milhões de brasileiros fazem parte do primeiro grupo, enquanto ao segundo um total de 38 milhões.Por mais negativos que sejam os dados, é importante considerar a realidade brasileira para entender quais estratégias traçar quando pensamos em inovação e tecnologia no meio educacional. Quais são os motivos que levam as pessoas a abandonarem a escola, como funciona o modelo de educação do país, quais os recursos disponíveis nas escolas e quem possui acesso à tecnologia no Brasil são alguns dos questionamentos necessários para começar a pensar sobre como inovar.

O uso da tecnologia nas redes de ensino

Pensando na educação básica, o Brasil possui um exemplo concreto de transformação educacional com o uso da tecnologia. Em 2020, o Programa Letrus foi a primeira iniciativa brasileira a ganhar o prêmio da Unesco Rei Hamad Bin Isa-Al Khalifa, que reconhece tecnologias educacionais transformadoras ao redor do mundo.

Desenvolvido pela startup Letrus, o programa utiliza Inteligência Artificial para o apoio no letramento de estudantes. O software trabalha com identificação em tempo real de desvios ortográficos e gramaticais, e reescrita orientada por inteligência linguística. Com esse processo, o tempo de espera dos alunos para receber a correção e a sobrecarga dos professores é reduzido. A startup constatou um aumento de 90% nas notas de redação dos estudantes que usaram o software.¹

Mesmo pequenos projetos desenvolvidos internamente pelas escolas podem auxiliar positivamente no desempenho dos estudantes. Métodos como podcasts, utilização dos celulares de forma construtiva, produções de e-books e outras tantas possibilidades incentivam o desenvolvimento escolar.

Quando se trata de tecnologia, um dos maiores desafios no sistema educacional brasileiro é a distribuição de recursos materiais e financeiros nas redes de ensino público. Neste sentido, startups e iniciativas inovadoras são parcerias fundamentais para o governo e sociedade civil conseguirem avançar na educação.

Pensando na relação entre professores e estudantes, o Programa Centelha preparou um E-book com dicas inovadoras para formar alunos empreendedores. O material possui sugestões de planos de aula que ensinam estudantes sobre geração de ideias, projetos e projetos inovadores para o Centelha.


Observar o hoje para projetar o amanhã

Com a pandemia, os obstáculos e possibilidades de melhorias vieram à tona. É fato que este momento trouxe diversas reflexões acerca de como lidamos com a nossa educação. Será que estamos mesmo preparados para o ensino online? Quantos ficaram de fora desta modalidade educacional? Ainda faz sentido colocar 30 alunos sentados em frente a uma lousa de giz? São muitas questões das quais precisaremos de tempo, estudo e esforço coletivo para pensar nas respostas e soluções.

Para finalizar, não podemos deixar de repetir a pergunta: como estaria sendo esse momento histórico se há tempos tivéssemos promovido uma disrupção inovadora na estrutura educacional? Se você faz parte ou deseja desenvolver um empreendimento inovador na educação ou demais áreas, não deixe de conhecer o Programa Centelha para ter a oportunidade de receber suporte financeiro e transformar o mundo.

¹ Dado retirado da plataforma Porvir em entrevista com a Letrus.

Filmes e séries que influenciam o comportamento dos consumidores

Se você é uma pessoa que acompanha as novidades no universo cinematográfico, talvez já tenha assistido e até cansado de escutar sobre a minissérie que quebrou os recordes de audiência da Netflix em 2020: O Gambito da Rainha. A ficção é baseada no livro de mesmo nome, escrito por Walter Travis em 1983 e tem como protagonista a personagem Beth Harmon (Anya Taylor-Joy), um prodígio do xadrez que percorreu o mundo em duelo com os melhores jogadores da época. 

O fato é que mesmo sendo uma história de ficção, a série despertou a curiosidade sobre o esporte de estratégia. Milhares de pessoas pesquisaram sobre o que é gambito, jogadas de xadrez, tabuleiros e outras questões relacionadas ao esporte.

Anya Taylor-Joy em O Gambito da Rainha



Você deve estar se perguntando o que isso tem a ver com empreendedorismo e inovação, não é? Pense que, de acordo com o Wall Street, em 2020 a Netflix alcançou mais de 17 milhões de assinantes só no Brasil. Isso sem considerar que cada assinante pode ter até quatro usuários logados na conta, além daquelas pessoas que não temos conhecimento de que usam a conta. 

Por isso, precisamos entender como os produtos audiovisuais consumidos por milhares de pessoas podem influenciar no comportamento social e, consequentemente, no seu empreendimento. Nesse texto, vamos explicar a importância de acompanhar as tendências do streaming e como isso influencia nas estratégias de um negócio.

Vamos lá?

As tendências influenciam o comportamento

As pessoas que trabalham ou estudam comunicação já devem saber o quanto a mídia influencia o comportamento individual e coletivo. Seja pela identificação de um grupo específico com o produto midiático ou pela disseminação em larga escala deste produto, é possível observar no cotidiano a influência de novelas, filmes e séries. 

No período em que “O Gambito da Rainha” esteve no Top10 da Netflix, as pesquisas no Google sobre xadrez em todo o mundo aumentaram em quase 120%. Ainda foram registradas centenas de pesquisas sobre o tabuleiro de xadrez, estratégias de xadrez, jogada siciliana (se você assistiu a série, deve se lembrar do quanto esse nome apareceu na trama) e outros termos relacionados ao tema.

Uma das áreas mais comumente influenciadas pelo audiovisual é a moda. Um dos exemplos mais recentes é a série Euphoria, lançada pela HBO em 2018, que influenciou diversas pessoas com suas maquiagens ousadas, fotografias e figurinos que transmitiam a jovialidade atrelada à trama. Destinada e retratando a geração Z, algumas influenciadoras e famosas antenadas na tendência incorporaram as makes em produções de beleza. Para marcas de moda e maquiagem, o momento pôde ser aproveitado para destacar produtos ideais que ajudassem clientes a reproduzir as ideias de make da série.

 

Como as tendências podem ajudar sua marca?

Para aqueles que empreendem, acompanhar as tendências é muito importante para compreender o comportamento e interesse do consumidor. A partir de ferramentas gratuitas, como o Google Trends, é possível mapear quais são os assuntos que estão em alta no país. Aprender a utilizar recursos como esse possibilita que você reconheça mais oportunidades de estreitar a relação com seus clientes.

Com um bom marketing de conteúdo e gerenciamento de mídias sociais, você mostra que o seu empreendimento está atento ao que acontece no mundo e, portanto, às necessidades do cliente. E sim, essa necessidade pode ser consumir um conteúdo de qualidade sobre uma série de sucesso ou relembrar sobre aquele produto que tem a ver com a tendência. 

É importante frisar a necessidade de adaptar o conteúdo ao que o empreendimento oferece como produto, e não apenas utilizar uma trend para conseguir visibilidade imediata. Por isso, é preciso investir em branding de marca e marketing digital, já que a vinculação de trends ao empreendimento faz parte de uma importante estratégia de venda.

A sua empresa está atenta às tendências? Compartilhe com o Programa Centelha!

Mascotes digitais e Inteligência Artificial

O uso de figuras carismáticas como a personificação de marcas não é uma novidade. A Casas Bahia, rede de varejo de móveis e eletrodomésticos, já utilizava o Baianinho, seu mascote oficial, para se comunicar com os clientes quando os anúncios eram feitos em jornais ainda na década de 70.

Em 2020, o Baianinho passou a ser chamado de CB, tornou-se influenciador digital e agora conta com uma aparência mais urbana. Através da conta oficial do Instagram das Casas Bahia, CB publica fotos que mostram o seu cotidiano ao lado dos produtos oferecidos pela marca.

Os mascotes digitais fazem parte da chamada quarta revolução industrial. Com uma combinação de computação gráfica de alta performance e Inteligência Artificial, programadores e designers desenvolvem figuras digitais com aparência e comportamentos semelhantes aos humanos, atrelado à um sistema de coleta de dados digitais.


Ok, mas para que servem dos mascotes digitais?

Como parte das estratégias de marketing dos e-commerces e redes varejistas, os mascotes digitais personificam a brand persona, reforçam o tom de voz e humanizam as marcas. Além de um alcance maior no meio digital, a estratégia contribui para uma proximidade na relação com os clientes.

De acordo com uma pesquisa da Hype Auditor, os influenciadores virtuais engajam até 3 vezes mais do que influenciadores reais. Também vale ressaltar que por serem criados e controlados diretamente pela marca, os influenciadores virtuais são mais seguros ao se manter dentro das diretrizes da empresa e sem interferências sociais, como pode acontecer com pessoas.

O exemplo mais bem sucedido no Brasil é a Lu, da Magazine Luiza. Especialista digital e Influencer virtual 3D da rede varejista, a mascote digital também é assistente no site oficial da loja e conta com mais de 4 milhões de seguidores no Instagram.

Com uma pitada de Black Mirror e muito investimento envolvido, os mascotes digitais fizeram sucesso em 2020, tanto aqui como no exterior. Quais serão as próximas tendências de estratégia digital? Façam suas apostas!

Pix chegou e minha empresa com isso?

Nesta segunda-feira (16), o Pix estreou para as pessoas físicas e jurídicas do Brasil. O novo sistema de pagamento instantâneo do Banco Central do Brasil promete otimizar as operações de pagamento com redução de custo, facilidade de uso e, principalmente, rapidez nas transações.

De acordo com o Banco Central, as pessoas físicas pagadoras que utilizarem o Pix terão as seguintes vantagens:

Realizar transações em tempo real, 24h por dia, todos os dias da semana

Isenção de taxa de transação, diferente do TED e DOC

Facilidade no uso por meio da chave Pix

Versatilidade ao utilizar apenas o aparelho celular 

Mas você sabe como a sua empresa pode ser beneficiada por essa ferramenta de pagamentos? O Programa Centelha te explica!


Qual a diferença do Pix para empresas?

A primeira inovação sobre o uso do Pix é a facilidade e agilidade para receber pagamentos. Essa nova forma de transação oferece aos negócios um fluxo de caixa mais rápido, permitindo ao comerciante ou estabelecimento ter o pagamento creditado na mesma hora na conta vinculada ao Pix. A transação por Pix também diminui o uso das máquinas de cartão e, consequentemente, as taxas de juros que são pagas pelo serviço.

Além disso, o modelo de pagamento P2B (person to business) elimina os intermediários que podem tornar processo de venda e entrega mais lento. Com o recebimento instantâneo, por exemplo, não é mais necessário esperar os dois dias úteis para a confirmação do pagamento e posteriormente enviar o produto. 

Assim, a experiência do cliente será mais agradável pela facilidade na compra e no tempo de espera do produto. Já o comerciante terá menos custo na transação, maior domínio da entrada de dinheiro, mais segurança com a transferência direta para a instituição financeira, além de melhora na gestão de estoque e fluxo de caixa.

Quais as formas de utilizar e oferecer ao cliente?

Dica: Se você não sabe o que é QR Code e qual diferença entre um código estático ou dinâmico, leia este tópico antes de continuar o texto.

As empresas que adotarem o Pix poderão utilizar três formas de transação: pagamento via transferência, QR Codes ou informar a chave Pix, que poderá ser o CNPJ, número de celular ou e-mail.

Ao optar pelo uso do QR Code, será possível ajustar de acordo com o produto de venda. Por exemplo: microempreendedores que possuem poucos serviços ou produtos, poderão optar pelo QR Code estático. Essa opção permite que você imprima o código e disponibilize para os seus clientes em um ponto estratégico do seu comércio.  

Já para empresas com grande variedade de produtos e serviços, a opção de QR Code Dinâmico será a mais ideal. Isso porque essa alternativa permite que sejam alteradas as informações do código quando necessário e inclua dados sobre o produto e transação como Nota Fiscal, taxas, juros e todos aqueles itens descritos no cupom fiscal que é emitido no ato da compra. Para aqueles que não pretendem utilizar QR Codes, basta comunicar ao cliente qual a sua chave Pix e confirmar o recebimento do valor. 

 

Futuro da inovação com o Pix

Com o novo sistema de pagamentos instantâneo, empresas dos diversos setores poderão desenvolver suas próprias estratégias de inovação financeira. E-commerce, varejistas e microempreendedores poderão oferecer aos seus clientes um novo patamar de vendas, com mais agilidade, segurança e confiança nas relações de comércio. 

Já impulsionado pelas fintechs, o mercado e as transações financeiras funcionará em um ritmo atrelado ao mundo digital. Para a economia, a otimização do tempo nas transações irá impulsionar o capital de giro, favorecendo tanto o comércio quanto os cidadãos. 

A inovação vinculada ao Pix é um caminho aberto para o ecossistema de empreendedorismo, mas ainda demanda tempo de observação dos negócios e incentivo de adoção à ferramenta por parte de consumidores. 

E você, o que espera com o Pix e quais os seus planos para o seu empreendimento?

Newsletters para Empreendedores

Sabemos que empreender não é uma tarefa fácil. E mesmo com uma rotina cheia e tempo escasso, é importante que os empreendedores se mantenham informados. Pensando nisso, separamos algumas dicas de Newsletters – em português – para você assinar e receber conteúdos relevantes direto no seu e-mail. Dá só uma olhada:

Astella

A Astella é uma gestora brasileira de investimentos em Venture Capital com foco em empresas em estágios “Seed” e “Série A”, e que investe em empreendedores que estão “mudando o futuro do Brasil”. Sua Newsletter é voltada para empreendedores com conhecimento mais avançado.

Darwin
Eleita em 2018 pela Associação Brasileira de Startups, como a melhor aceleradora do país, a Darwin é uma das protagonistas no mercado. Sua Newsletter traz novidades sobre inovação, empreendedorismo e gestão.

Draft

O Draft é um projeto editorial dedicado a cobrir a expansão da inovação disruptiva no Brasil, acompanhando e registrando o impacto do empreendedorismo criativo brasileiro. Além de conter as notícias apresentadas no seu site, a Newsletter também traz destaques de outros sites mundiais voltados ao empreendedorismo e a inovação.

Endeavor

A Endeavor é a maior organização de apoio a empreendedores com potencial de impacto do mundo. Sua Newsletter é uma curadoria dos melhores materiais do seu site, como vídeos, artigos, ferramentas, eBooks e cursos online, voltados para ajudar os empreendedores com seus principais desafios de crescimento.

Growthaholics

Growthaholics é o portal de conteúdo da ACE Startups, empresa de investimentos em startups. A Newsletter semanal contém análises sobre as principais notícias do universo das startups no Brasil e no mundo, além da curadoria de links.

The BriefConsiderada uma das melhores Newsletters brasileiras de empreendedorismo e inovação, o The Brief é um e-mail diário recebido toda manhã, às 7h, pelos seus assinantes, com as “melhores histórias de negócios em tecnologia”.

E, por fim, claro, assine a Newsletter do Programa Centelha para receber notícias e dicas sobre o ecossistema de empreendedorismo e inovação!

Livros que todo empreendedor deveria ler

O conhecimento é o segredo para o sucesso de muitos negócios. Por isso, separamos para você, que é empreendedor ou deseja empreender, algumas dicas de títulos que auxiliarão na prosperidade e no crescimento de sua startup.

1. Rápido e devagarDaniel KahnemanO vencedor do Nobel de Economia, Daniel Kahneman, mostra em Rápido e devagar, as formas que controlam mente, as duas formas de pensar: o pensamento rápido, intuitivo e emocional e o devagar, lógico e ponderado. Daniel nos mostra a capacidade do pensamento rápido, sua influência persuasiva em nossas decisões e até onde podemos ou não confiar nele. O entendimento do funcionamento dessas duas formas de pensar pode ajudar em decisões pessoais e profissionais.

2. O lado difícil das situações difíceisBen Horowitz
Em O lado difícil das situações difíceis, Ben Horowitz, um dos empreendedores mais respeitados e experientes do Vale do Silício, conta a história de como ele mesmo fundou, dirigiu, vendeu, comprou, geriu e investiu em empresas de tecnologia, oferecendo conselhos essenciais e normas de sabedoria prática para ajudar os empreendedores a resolver os problemas mais difíceis, aqueles de que as faculdades de administração não tratam.

3. De Zero a UmPeter Thiel
Em De zero a um, o paradoxo de ensinar empreendedorismo é que tal fórmula não pode existir. Como cada inovação é única, nenhuma autoridade consegue prescrever em termos concretos como ser inovador. Toda inovação vai de 0 a 1. O autor revela como construir empresas que criem coisas novas e apresenta uma visão otimista do futuro do progresso e uma maneira original de pensar sobre inovação: ensina você a fazer perguntas que o levem a encontrar valor em lugares inesperados.

4. O Dilema da InovaçãoClayton M. Christensen
Para Christensen, professor catedrático de administração de empresas, o dilema do inovador é saber que fazer as coisas certas pode levar ao fracasso. Às vezes é errado ouvir os clientes, investir em oportunidades de maior retorno e fazer todas as coisas que trouxeram sucesso a uma empresa estabelecida. Escrito com clareza, amplamente documentado, provocativo e desafiador, este livro é indispensável para qualquer um na área de negócios.

5. Livros sugeridos pela comunidade Centelha

Por meio de uma publicação sobre dia do livro (23/04) recebemos no instagram do Programa Centelha diversas sugestões de outros livros que empreendedores não poderiam deixar de ler. São eles:

O poder do hábito, de Charles Duhigg;
Princípios, de Ray Dalio;
O princípio 80/20, de Richard Koch;
Lean Startup, de Eric Ries;
Este livro não vai te deixar rico, por Startup da Real;
Blitzscaling, do Reid Hoffman;
Empresas feitas para vencer, do Jim Collins;
O Fuzzy e o Techie, do Scott Hartley;
Empreendedorismo Subversivo, de Facundo Guerra;
Smart Money, do João Kepler;
As Leis da Autoresponsabilidade, de Paulo Vieira;
O Estado empreendedor: Desmascarando o mito do setor público vs. setor privado, de Mariana Mazzucato;
Você, eu e os robôs, da Martha Gabriel;
A Economia da Inovação Industrial, por Chris Freeman e Luc Soete;
Criatividade SA, do Ed Catmull.

Aproveite e utilize as dicas de leitura para se capacitar teoricamente e assim levar seu negócio para o sucesso.

 

Como captar recursos de subvenção econômica para o seu negócio

Se você está desenvolvendo um negócio inovador, já deve saber que toda inovação vem acompanhada de riscos e custos inerentes ao seu desenvolvimento. A subvenção econômica é um instrumento de política pública criado para que o governo possa incentivar o empreendedorismo inovador e, de alguma forma, compartilhar parte desses riscos assumidos pela iniciativa privada.

O principal benefício – que brilha aos olhos de qualquer empreendedor – é a possibilidade de acesso a recursos públicos não-reembolsáveis, ou seja, recursos financeiros que o empreendedor não precisa devolver (não é um financiamento), nem oferecer participação acionária em troca (como acontece no caso dos investimentos). Desta forma, os recursos são destinados integralmente para o desenvolvimento de um projeto na empresa.

Mas você deve estar se perguntando: por que o governo oferecia dinheiro de graça para minha empresa? É importante destacar que, ao incentivar a atividade inovadora, o governo busca retorno na forma de desenvolvimento econômico, criação de postos de trabalho, geração de impostos, sem falar nas soluções inovadoras para o mercado. Ou seja, todos saem ganhando.

Benefícios para as empresas

Para as empresas, além dos recursos financeiros não-reembolsáveis, muitos dos editais de subvenção vêm acompanhados de outros benefícios para o desenvolvimento do negócio, como capacitações, mentorias, bolsas aos empreendedores, networking, acesso a investidores e parceiros, dentro outros.

As regras de utilização dos recursos financeiros variam de acordo com cada edital. Geralmente, os recursos podem ser utilizados durante 12 meses para cobrir despesas de custeio (como insumos para o desenvolvimento de protótipos, serviços de terceiros, materiais de consumo, viagens) e despesas de capital (como máquinas e equipamentos), desde que todas sejam bem justificadas e tenham relação com o projeto em questão.

Em alguns casos, é solicitada uma contrapartida econômica ou financeira, geralmente simbólica, para avaliar o grau de mobilização e comprometimento da equipe com o projeto em questão.

Cabe destacar que, por ser um recurso público, a subvenção econômica possui algumas regras e o empreendedor deve ter um cuidado especial em sua utilização e realizar uma prestação de contas detalhada ao final do contrato. Por isso, é importante que o empreendedor leia atentamente ao edital e a todas as regras desde o início, para que possa desenvolver o projeto de forma tranquila, diminuindo o tempo gasto com burocracias.

Principais fontes de recursos de subvenção

No Brasil, as principais entidade promotoras de editais de recursos de subvenção são a Finep, CNPq, BNDES, Fundações de Amparo à Pesquisa de cada estado, entre outras.

Os editais de recursos de subvenção podem contemplar iniciativas de diferentes setores e portes, abrangendo programas que dão suporte a desde pessoas físicas com uma ideia inovadora até grandes empresas. No caso de alguns negócios com alto grau de risco e tempo de desenvolvimento, como hardwares ou soluções na área da saúde por exemplo, o recurso de subvenção pode ser fundamental para garantir seu sucesso e sobrevivência.

Como os editais ficam abertos por um curto período (em média 45 dias) separamos aqui algumas das principais oportunidades com inscrições abertas ou com edital previsto, para que você possa acompanhar.

Dicas para quem quer participar

Por fim, separamos algumas dicas para quem procura recursos de subvenção para o seu negócio:

  • Entenda o momento e a necessidade da sua empresa, para compreender se os recursos de subvenção são a fonte adequada de capital para sua empresa (existem outras alternativas que também pode ser benéficas, como investidor-anjo, aceleradora, fundos de investimento, financiamentos, dependendo do estágio em que seu negócio se encontra);
  • Leia atentamente ao edital: nele você encontra todas as regras do jogo;
  • Faça a inscrição do seu projeto atentamente: revise, peça para alguém ler e realize melhorias;
  • Cuide para não virar uma “empresa de edital”: subvenção é importante, mas receita de vendas também!
  • E fique atendo aos editais: no Instagram do Programa Centelha vamos compartilhar periodicamente algumas oportunidades para você não ficar de fora.

A Indústria 4.0 em tempos de Pandemia

Nas últimas semanas, você deve ter ouvido falar de fábricas espalhadas ao redor do mundo que de repente começaram a produzir álcool gel, máscaras, válvulas, componentes e sistemas para respiradores ou outros equipamentos para ajudar no combate ao novo Coronavírus. Ferrari, Tesla, Ford, Mercedes, Embraer, Foxconn, WEG são algumas delas. Já estão produzindo e até entregando produtos, em tempos recordes.

Mas como isso é possível? Afinal, estamos falando de fábricas de veículos, aviões, celulares, motores…

Para ajudar a entender, vamos falar um pouco sobre o termo Indústria 4.0 e sua relevância não somente para o momento atual, mas para a sobrevivência da indústria em geral.  Por mais que existam diversas tecnologias associadas ao conceito 4.0 (digitalização, big data, robôs autônomos, internet das coisas, manufatura aditiva, etc.), estas só existem e foram criadas porque nós, como consumidores, passamos a demandar cada vez mais por produtos novos, em tempos cada vez menores. E não somente isso, fazemos questão de que o produto que compramos tenha a nossa cara, seja feito especialmente para o nosso desejo, ou seja, customizado. Mas como uma fábrica consegue isso? Entregar um carro ou uma camiseta, ou outro produto qualquer, fabricado “sob medida”, e produzir isso em grandes quantidades (na linguagem técnica, praticar a customização em massa), a preços que estamos dispostos a pagar?

A resposta se dá pelo uso da tecnologia, ou melhor, de diferentes tecnologias que, quando inseridas no ambiente de negócio e no chão de fábrica, permitem às empresas adaptar seus produtos e processos de maneira mais ágil. Desde o uso de big data para monitoramento de padrões de consumo, passando por tecnologias de modularização de produtos e inteligência de mercado, digital twin, robôs e sistemas inteligentes no chão de fábrica, até sistemas de acompanhamento em tempo real da cadeia logística e de distribuição.

Hoje, todas as empresas acima citadas já possuem tecnologias 4.0 em seu negócio. Todas customizam seus produtos de acordo com a vontade de cada cliente. O fazem não porque são grandes empresas ou multinacionais, mas sim por uma questão de sobrevivência, orientada por nós, pelo mercado.

Somos movidos pela tecnologia, que acelera demais nossas vidas e muda constantemente nossas vontades. Com isso, criamos a necessidade cada vez maior de novos produtos, que demandam novos processos dentro das fábricas que, a partir destas tecnologias, são desenvolvidos pela indústria para atender este mercado em constante evolução.

Assim, fábricas de multinacionais, em momentos como o que estamos vivendo, conseguem rapidamente adequar seus ambientes fabris e desenvolver novos produtos e processos, e com isso contribuir para uma sociedade melhor.

 

Thiago Mantovani

Gerente do Centro de Referência em Sistemas Produtivos Cooperativos da Fundação CERTI

Quer saber mais sobre Indústria 4.0? Separamos alguns materiais com mais informações:

10 dicas de como enfrentar o momento atual de isolamento e quarentena

O psicólogo Ug Cobra, da aceleradora Darwin Startups, preparou um post especial para a comunidade do Centelha, com dicas que visam trazer insights para que cada pessoa possa criar seu caminho para lidar com os desafios da Pandemia.

Para os seres humanos das startups

1) Entenda o momento atual do mundo, sem se deixar levar por opiniões e fantasias pessoais. Muitas pessoas em função da angústia e do  medo estão negando a gravidade da situação. Isto não contribui para a manutenção da saúde mental. É necessário que possamos agir no mundo a partir de uma realidade e não de fantasias e negações. Firme um compromisso com a realidade dos fatos, amparados em informações respaldadas e tome suas decisões a partir disso.

2) Não se preocupe tanto com todos os imperativos de produtividade que são bombardeados na tela do seu celular e computador. Este é um momento difícil para todos e não pense que você é o único que se sente afetado. Muitos estão lutando para serem o melhor que podem no isolamento. Você está em casa, tendo de lidar com a realidade do trabalho e as indeterminações da vida lá fora, é complicado de fato. Aliviar a carga da culpa e do imperativo da produtividade é essencial para que você tenha um pouca mais de leveza. Uma vez mais leve e não submetido a esses imperativos, talvez você seja produtivo, mas de uma forma saudável.

3) Comunique-se com outros, fale e escute, dividindo suas angústias e boas notícias. Faça calls em grupo com amigos e familiares. Converse e abra seu coração sobre como você se sente. Mas faça isso com aqueles que você confia e sente que pode se abrir. Se alguma troca levar a brigas e desentendimentos, recomendo que você se afaste dela. Os tempos já são difíceis o suficiente para que as conversas não sejam.

4) Faça atividades prazerosas no tempo livre da quarentena. Isto é, as genuinamente prazerosas e não aquelas que você faz pela obrigação de ter prazer. Dedique-se aos seus prazeres simples, como assistir filmes de terror ou ação, tocar guitarra, jogar jogos online, meditar, yoga na sala, brincar com o cachorro, videos de besteira ou sérios no Youtube, etc. obs: Alguns prazeres são difíceis de pegar no começo, mas depois que insistimos e dominamos um pouco, teremos um grande prazer, exemplo: violão, dança ou um jogo mais complexo.

5) Entenda que decididamente este não é o momento da sua vida em que você deve encontrar a iluminação, mas sim, atravessar o momento. Este é um evento global duro e traumático. Precisamos atravessá-lo e cuidar das feridas depois. Previna-se para não pegar a doença e tenha calma na travessia.

6) Estabeleça uma rotina na sua jornada de home-office, pois as bordas do tempo definem limites saudáveis de ação. Isto é, saiba o momento de parar. Você está sozinho na sua mesa e não existem por enquanto, colegas que te convidem para o cafézinho ou te lembrem que é momento de ir para casa. Então você vai ficando no computador até tarde, caso seus filhos, esposa, marido não o interrompam. Não existe produtividade que se estende por horas a fio.  A produtividade se caracteriza por momentos onde você consegue se concentrar e executar uma tarefa por um período de tempo. Tempo demais não garante qualidade. Defina as bordas do tempo, onde começa e termina uma atividade profissional e pessoal.

7) Se puder, consulte uma/um profissional da Psicologia que atenda virtualmente e fale das suas angústias para esse momento. Ajuda profissional é fundamental e neste momento do mundo, a Psicologia está sendo fundamental para todas as pessoas.

8) Entenda que você deverá criar a sua resposta singular para lidar com os seus sentimentos diante da Pandemia. Por mais que muitos ofereçam dicas, remédios e metodologias, é você que montará o melhor programa/rotina para enfrentamento de um cotidiano de incertezas que a Pandemia nos traz. A resposta para lidar com suas angústias está em você, mas se comunicar com outros é possibilitar que você possa falar algo para se escutar também. Escute-se e desenhe suas formas de cuidado pessoal.

9) Faça parte de uma rede de apoio. Além da família e amigos, podemos encontrar na internet, em nossa cidade e em nosso ecossistema de inovação local, grupos organizados dedicados a oferecer apoio mútuo para todos aqueles que vivem os desafios profissionais dentro da Pandemia.

10) Exercite seu corpo. A atividade física pode se enquadrar como uma atividade prazerosa para alguns, mas para outros é uma obrigação chata. Entenda que você precisa movimentar seu corpo para liberar substâncias que te deem um pouco de alegria. Se não quiser fazer flexões e polichinelos, ao menos desça e suba alguns andares do seu prédio, pule corda ou ande em círculos no quintal por uns bons minutos.

Para startups, dicas complementares


1) Seja transparente com sua equipe. O momento não é fácil e decisões difíceis poderão ser tomadas. Colocar isto com cuidado e clareza para sua equipe é importante, pois permite que eles possam trabalhar com a realidade e não com as fantasias de medo e desconfiança.

2) Faça calls com o seu time no início e fim da semana. No início da semana para definições de rumos e atividades. No final para fazer um happy hour virtual e unir um pouco mais o time.

3) Utilize escritórios virtuais para poder contar com a presença do outro. Existem ferramentas como a ‘Matrix’ que é um ambiente virtual que emula o ambiente de uma empresa, no qual você pode contar com a companhia de seus colegas na execução dos seus trabalhos. Muitas vezes, ter um colega presente numa call, mas cada um fazendo suas atividades, já faz um bem danado para a mente.